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"Se a economia cresce, os salários e as pensões têm de crescer"

Na manifestação dos trabalhadores da Administração Pública em Lisboa, Catarina Martins defendeu que ninguém pode aceitar que quem trabalha esteja a perder poder de compra quando a economia e a produtividade estão a crescer em Portugal.
Catarina Martins. Foto Ana Mendes - Arquivo Esquerda.net

A coordenadora do Bloco esteve presente na manifestação que juntou esta sexta-feira milhares de trabalhadores da Administraçao Pública em Lisboa. Em declarações aos jornalistas, Catarina Martins apoiou a reivindicação principal do protesto pelo aumento dos salários.

"A inflação está a aumentar, a produtividade aumenta, a economia cresce, mas os salários ficam cada vez mais curtos", apontou Catarina, contrapondo que "é uma questão de justiça" o aumento salarial exigido pelos trabalhadores, pois "se os salários não acompanharem a inflação, aumenta a desigualdade em Portugal".

Catarina acrescentou que esta é uma questão que não é só dos funcionários públicos e diz respeito a todos os trabalhadores, pois "o que for feito na função pública é um sinal para o setor privado".

"É incrível que o Estado que está a cobrar mais impostos por causa da inflação, está ao mesmo tempo a contrair serviços públicos, o que quer dizer não só menos salário para os trabalhadores do Estado, mas também menos médicos, menos professores, menos gente na justiça. É um país a encolher quando a economia está a crescer e isso ninguém pode aceitar", concluiu a coordenadora do Bloco.

A manifestação desta sexta-feira convocada pela Frente Comum partiu do Marquês de Pombal com destino a São Bento e além do aumento salarial de 90 euros para todos os trabalhadores, exige também o salário mínimo nacional de 850 euros, a revogação do SIADAP, a valorização das carreiras e o reforço dos serviços públicos, entre outras reivindicações.

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