Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas acusa a empresa “Concha Prateada, Limpezas e Manutenção” de ser “incumpridora da Lei e do Contrato Coletivo de Trabalho no pagamento atempado dos salários”.
Esta empresa presta serviços a várias entidades públicas como a Universidade da Madeira, a Câmara Municipal do Funchal e a Escola Francisco Fernandes e até segunda-feira, altura em que o comunicado do STAD foi redigido, ainda não tinha pago nem o salário de julho nem o subsídio de férias que as trabalhadoras deviam ter recebido a 31 de Julho.
De acordo ainda com o sindicato “esta tem sido a prática desta empresa desde o início do corrente ano” e, assim, tem sido igualmente pedida, todos os meses, a intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho.
O STAD acusa a Concha Prateada de “falta de responsabilidade” mas responsabiliza também pela situação as autoridades por causa da “impunidade verificada neste tipo de ilegalidades” e as entidades a quem esta presta serviços pelo “assobiar para o lado”, “descartando qualquer responsabilidade destas no incumprimento dos seus deveres para com os trabalhadores”.
Até porque, recorda-se, “se as entidades oficiais que são clientes destas empresas não lhes fizessem os pagamentos, (e há cobertura legal para isso), sem que estas pagassem os salários aos trabalhadores de certeza que estas situações não aconteciam”. Desta forma, exige-se dos organismos oficiais “medidas adequadas para por termo a estas ilegalidades que prejudicam as trabalhadoras, que, já vivem com dificuldades pelos baixos salários”.