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“Saberemos responder aos compromissos com este país e com quem trabalha”

Na noite eleitoral, Catarina Martins garantiu que o partido encara “as dificuldades tal como elas são” e não faltará à luta. O resultado eleitoral é mau também devido ao crescimento da extrema-direita e “cada deputado racista eleito no parlamento português é um deputado racista a mais” que o Bloco promete combater.

Na sua declaração sobre os resultados eleitorais deste domingo, Catarina Martins avaliou o resultado obtido pelo Bloco como “mau” e uma “derrota”. Mas garantiu que o Bloco encara “as dificuldades tal como elas são”, que estas “não fazem esquecer o nosso mandato” e que o Bloco saberá “conviver” com a votação alcançada.

A coordenadora do Bloco considerou que “a estratégia do PS de criar uma crise artificial foi bem sucedida”. À hora da sua declaração, o PS estava “perto, senão mesmo com a maioria absoluta”. A bipolarização propalada durante a campanha eleitoral “era falsa” e por isso a campanha foi “muito difícil”, ao criar uma “enorme pressão de voto útil que penalizou os partidos à esquerda”.

Para além de a provável maioria absoluta ser uma má notícia para o país, o resultado também é mau, de acordo com Catarina Martins, “por causa da extrema-direita”. Embora o resultado desta área política fique “aquém” daquele que André Ventura obteve nas presidenciais, “cada deputado racista eleito no parlamento português é um deputado racista a mais”. “Cá estaremos para o combater”, prometeu.

Face aos resultados desta noite, causas como a defesa do Serviço Nacional de Saúde ou a luta por um salário digno e contra a precariedade “não ficam mais fáceis”. “Mas também sabemos que não faltaremos a essas lutas” e “aqui estaremos lado a lado nas lutas”, assegura. Assim, declarou que “saberemos responder aos compromissos com este país e com quem trabalha, como sempre fizemos”.

Questionada mais uma vez sobre o sentido de voto do partido no Orçamento do Estado, Catarina Martins reforçou: “não chumbámos o orçamento eleitoral por nenhuma tática eleitoral” mas, pelo contrário, “sabendo que corríamos riscos eleitorais” e com a “convicção profunda” de que o Orçamento agravava a situação no SNS e para quem vive do seu trabalho e tem “salários congelados há tanto tempo e pensões sempre a perder poder de compra”. O que se passou neste domingo “não significa que comecemos a acreditar que o Orçamento era bom. Não era”.

Para o Bloco, “as razões da nossa exigência não ficam menores por causa do nosso resultado” e, aliás, os “partidos não podem mudar de convicção como quem muda de camisa por causa dos resultados eleitorais”. Desta forma, “é preciso ser exigente quando há um milhão de pessoas sem médico de família, ou urgências a não serem capazes de responder ao país todos os dias, quando há tanta gente que vive cada vez pior porque o seu salário está cada vez mais encostados ao salário mínimo e não progride há mais de uma década”, concluiu.

 

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