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Rússia: mais de 5.000 pessoas presas em manifestações contra a invasão da Ucrânia

Neste domingo, realizaram-se na Rússia manifestações em 69 cidades, segundo a ONG OVD-Info. Só em Moscovo foram presas 2.300 pessoas e 1.253 em São Petersburgo. As autoridades russas aprovaram na passada sexta-feira medidas repressivas contra a crítica às ações do exército na Ucrânia.
Protesto contra a guerra na Ucrânia, São Petersburgo, 6 de março de 2022 – Foto Nexta/twitter
Protesto contra a guerra na Ucrânia, São Petersburgo, 6 de março de 2022 – Foto Nexta/twitter

Segundo a OVD-Info, citada pela Lusa, das pessoas detidas em Moscovo e São Petersburgo, pelo menos 320 passaram a noite detidas. O número de pessoas detidas num só dia é maior do que o das prisões realizadas contra a prisão de Alexei Navalny.

Para além das manifestações nas duas principais cidades, houve também protestos em dezenas de cidades médias da Rússia. Muitos ativistas publicaram vídeos de prisões violentas.

Em Moscovo, as pessoas que se manifestavam gritaram “Não à guerra” e “Vergonha”.

Na última sexta-feira, 4 de março, as autoridades russas aprovaram uma lei que proíbe “informações falsas” sobre as ações do exército russo na Ucrânia e estabelece penas entre multa e 15 anos de prisão.

Quem se manifestar ou convocar manifestações contra a invasão da Ucrânia também será multado, de acordo com um novo artigo do código administrativo que proíbe ações públicas "desacreditando as forças armadas". A repetição destes atos pode ser punida com prisão até três anos.

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