O primeiro dia do festival ficou marcado pela exibição do programa de oito curtas-metragens “No Pride in Genocide” na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, com a curadoria do coletivo internacional Queer Cinema for Palestine.
“Abgad Hawaz”, “Out of Gaza”, “Blood like Water”, “a tangled web drowning in honey”, “Aliens in Beirut”, “Palcorecore”, “Don’t Take My Joy Away” e “I Never Promised You a Jasmine Garden” são curtas-metragens recentes, algumas experimentais, outras de animação e outras ficcionais, que amplificam a voz de realizadores palestinianos e de histórias sobre a Palestina. A sessão contou com a presença de Raghed Charabaty, realizador da curta-metragem “Aliens in Beirut”.
Segundo João Ferreira, o diretor artístico do festival, “o atual panorama de crescimento das extremas-direitas, pondo em causa os princípios democráticos em si, além do retrocesso que significa para os direitos conquistados de comunidades minoritárias – sejam de pessoas queer, racializadas, migrantes, precárias, entre outros grupos –, tornou de enorme relevância elevar a Resistência Queer a estatuto de secção, enquanto veículo para dar a conhecer, não apenas estes cinemas, mas que sirva de palco de denúncia e consciencialização. Nós, enquanto indivíduos e coletivos queer, temos a missão e responsabilidade de lutar ao lado de todas essas outras minorias reprimidas, pela liberdade, justiça e dignidade”.
“A expressão “resistência queer” não podia fazer mais sentido”, diz João Ferreira.