O filme visceral de Stillz e o conto familiar de Diogo Allen arrebatam os prémios principais da 23.ª edição, que ultrapassou os 32 mil espectadores e terminou este domingo com a lotação esgotada. “Mulheres de Abril”, de Raquel Freire, venceu o prémio do público.
Dez anos depois de As Cartas da Guerra, Ivo Ferreira aborda o contexto de desilusão pós-revolucionária, centrando-se no interior da luta armada das FP 25 de Abril. Um thriller político corajoso que tem de ser visto e debatido. Projecto Global chega esta semana às salas.
O relevante e oportuno filme de Annemarie Jacir ilustra o sofrimento dos palestinianos na década de 30, antes da Nakba, e mostra-nos como a sua vitalidade se mantém intacta quase um século depois.
Os nossos protagonistas masculinos — ou talvez os homens em geral — procuram sentido, consolo ou glória em qualquer lugar, menos no local de trabalho. Esta tendência reflete uma incerteza coletiva quanto ao sentido do trabalho.
Esta é uma 'voz' que nos confronta individualmente com o poder do cinema enquanto objeto ativista. E mesmo quando supera a sua principal limitação – ou seja, a de ser apenas um potente fragmento de uma tragédia que nos olha nos olhos.
O muito aguardado documentário de Raoul Peck, em estreia esta semana, é como um prenúncio distópico do mundo em que vivemos. Por isso mesmo é tão valioso conhecer este complexo historial ensaísta sobre o ímpeto totalitário de tantos candidatos a ditadores.
Neste seu último filme, Cristian Petzold parece despojar o seu cinema ao máximo, deixando-nos (quase) apenas o que podemos chamar de um esboço, um rascunho de filme. Em todo o caso, com tudo lá dentro.
Nouvelle Vague é um filme de amor. Amor a uma época, a um grupo de jovens que ousou reinventar o cinema, e a uma linguagem que ainda hoje continua a inspirar.
A perspetiva da Netflix adquirir um dos estúdios mais reconhecidos dos EUA é não só o culminar de duas décadas de perturbação da indústria cinematográfica por parte de Silicon Valley, mas também um processo muito mais longo de tentativa de capturar e comercializar a cultura.
É num permanente questionar, entre diálogos abertos, em ritmo pausado, que Hartley nos interessa pelos destinos das personagens, ligadas por opiniões sobre espiritualidade, política, religião, e, claro, a condição humana e o sentido da vida.
Nuremberg legitima-se como um dos filmes do ano. Seja desde logo pelo rigor dos diálogos, pela bela leitura de um cinema sereno que nunca resvala para o lugar comum tão frequente em filmes com esta dimensão.
Organização do festival anunciou que a edição de 2026 não se irá realizar após o corte do apoio financeiro da autarquia agora liderada pelo PSD. Bloco diz que esta decisão “não é apenas um ataque à cultura, mas à sustentabilidade do concelho.”
Foi lançada em Coimbra este domingo a TELA - Associação Nacional de Festivais de Cinema. Junta para já 24 festivais e quer dar “uma voz coerente” ao cinema de autor em Portugal.
Agente Secreto assume-se como um thriller poderosíssimo, paredes-meias com uma vénia ao cinema de género e à sua memória. Sim, um dos grandes filmes do ano.
A partir de alguns registos de formas de colonização distintas, o diretor do festival Giornate del Cinema Muto lançou uma ponte entre o tempo destrutivo em que vivemos e o redesenho possível desses locais.
Nesta entrevista, o diretor do Pordenone Silent Film Festival/Giornate del Cinema Muto fala da edição deste ano, marcada por temas de antimilitarismo, da relação dos jovens com o cinema e do poder das orquestrações ao vivo.