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Reportagem “Por ti, Portugal, eu juro!” distinguida no festival PRIX Europa

O projeto, da revista digital de jornalismo narrativo DIVERGENTE, conta a história dos comandos africanos da Guiné, militares que integraram o Exército português durante a Guerra Colonial e que, depois do 25 de Abril, foram abandonados à sua sorte.
Fotografia da Divergente.

A reportagem “Por ti, Portugal, eu juro!” foi o único projeto português a ser distinguido no PRIX Europa. O trabalho desenvolvido pela DIVERGENTE, que mereceu o prémio de “melhor projeto online europeu do ano”, conta a história dos comandos africanos que combateram ao lado das Forças Armadas Portuguesas e foram abandonados por Portugal. As histórias destes homens, que reivindicam até hoje a devolução da nacionalidade portuguesa e o pagamento das pensões de reforma, sangue e invalidez que Portugal lhes prometeu, são contadas na primeira pessoa.

Os testemunhos recolhidos pertencem a pessoas que figuram entre os mais de 400 mil
africanos do Exército que combateram em Angola, em Moçambique e na Guiné. Na reportagem da revista digital de jornalismo narrativo, trazem-nos relatos de guerra, perseguição e morte e afirmam-se “abandonados e traídos por um Estado que os usou, explorou e, por fim, descartou”.

Diogo Cardoso e Sofia da Palma Rodrigues estiveram presentes na cerimónia de entrega
de prémios que decorreu na noite de sexta-feira, 28 de outubro.

“Quero agradecer aos 20 homens que aceitaram contar-nos a sua história, que aceitaram
mostrar a Portugal e à Europa que a nossa História não é só aquela que aprendemos nos
livros. E, por isso, é importante interpretá-la com um olhar crítico”, afirmou Sofia da Palma
Rodrigues, jornalista da DIVERGENTE, aquando da entrega do prémio.

Diogo Cardoso, jornalista da mesma publicação, afirmou-se “sem palavras”. “Para as pessoas que não sabem, somos um pequeno projeto de média independente, de apenas quatro pessoas. Tem sido uma luta continuarmos a fazer o que amamos, continuar a fazer webdocumentários que não sejam apenas ricos em conteúdo, mas também bonitos de ver, interessantes, aliciantes”, explicou.

 

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