Segundo os dados mais recentes da inflação divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as rendas deverão aumentar cerca de 2,16% no próximo ano. Esse é o valor da variação média do índice de preços – excluindo a habitação - nos últimos 12 meses, número que é a base utilizada para a atualização anual das rendas.
O valor final para a atualização das rendas só será apurado no dia 11 de setembro, quando o INE divulgar os dados referentes ao período de agosto de 2024, mas não deverá ficar muito longe dos 2,16% que foram registados esta semana.
O aumento previsível das rendas é, mesmo assim, um alívio face ao aumento de 6,94% que foi fixado o ano passado devido aos cálculos relativos à inflação. O anterior governo de António Costa e o atual governo de Luís Montenegro tomaram a decisão de não colocar em efeito um travão às rendas desde 2023.
Deste modo, o valor final a ser registado no dia 11 de setembro será depois publicado em Diário da República a 30 de outubro, dando-se depois o processo de comunicação dos aumentos da renda aos inquilinos por parte dos senhorios, sendo que a subida só poderá efetivamente ocorrer 30 dias depois do aviso.
O Governo de Luís Montenegro, que tinha prometido resolver a crise de habitação que o país vive, ainda não conseguiu efetivamente reduzir os custos com habitação. Em julho, a taxa de esforço para quem quer comprar ou arrendar casa voltou a subir, e a Ministra da Juventude admitiu que as medidas do Governo para facilitar o acesso à habitação aos jovens poderiam mesmo aumentar os preços das casas. Mas a verdade é que as medidas do governo para a habitação estão praticamente todas atrasadas. A plataforma Casa Para Viver convocou nova manifestação nacionaç para dia 28 de setembro, para reivindicar o direito à habitação.