De acordo com os dados publicados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no segundo trimestre deste ano as rendas fixaram-se, a nível nacional, num valor mediano acima dos sete euros por metro quadrado, pela primeira vez desde que há registo. Já o número de novos contratos de arrendamento é dos mais baixos já registados durante um trimestre.
O valor mediano das rendas relativas aos novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares foi de 7,27 euros por metro quadrado, o que equivale a uma subida de 11% face a igual período do ano passado, a mais acelerada desde meados de 2021. As rendas atingiram, desta forma, um novo recorde desde 2017, altura em que o INE começou a recolher estes dados.
Em termos trimestrais, o valor mediano apurado no segundo trimestre representa uma subida de 7,7% em relação ao primeiro trimestre, contrariando a descida trimestral de 2,3% que tinha sido registada entre janeiro e março deste ano.
Já o número de novos contratos de arrendamento, 20.750, registou um decréscimo face ao segundo trimestre de 2022 de 1,2% e é um dos mais baixos já registados durante um trimestre.
As rendas mais elevadas registaram-se na Área Metropolitana de Lisboa (11,03 €/m2), Algarve (8,35 €/m2), Região Autónoma da Madeira (8,04 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (7,87 €/m2).
Face ao segundo trimestre de 2022, a renda mediana aumentou em 22 das 25 sub-regiões NUTS III, tendo apenas diminuído nas sub-regiões Terras de Trás-os-Montes (-2,3%) e Alentejo Central (-2,2%). Nas Beiras e Serra da Estrela a renda mediana manteve-se.
No segundo trimestre de 2023, os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes apresentaram um aumento homólogo da renda mediana. Em destaque surge Lisboa (15,23 €/ m2 e +20,8%) e Oeiras (13,22 €/ m2 e +20,2%). Realçam-se, ainda, com variações homólogas superiores a 20%, os municípios de Vila Franca de Xira (+20,7%) e Guimarães (+20,6%). O INE assinala que, simultaneamente, o número de novos contratos decresceu face ao trimestre homólogo em treze municípios, evidenciando-se o Funchal (-21,7%) e Lisboa (-19,0%).