Segundo o jornal Público, também Dias Loureiro é apontado como estando por trás da operação de aquisição do Efisa no verão passado por 38 milhões de euros, depois do Estado ter injetado 52.5 milhões de euros em 2014. Uma ligação que é negada pela empresa Pivot, que também tinha negado anteriormente a presença de Miguel Relvas entre os seus acionistas.
A ligação de Miguel Relvas ao Efisa não começou com a compra pela Pivot. Ela remonta à administração de Abdool Vakil, quando o ex-ministro administrava a Kapaconsult, que tinha o banco como único cliente. "Prestou serviços muito úteis, pois abriu-nos portas no Brasil", disse o ex-presidente do Efisa ao jornal Público em novembro de 2011.
A capacidade de “abrir portas” no Brasil e em países africanos faz parte do currículo de Relvas e a sua presença no corpo acionista do Efisa depende agora de autorização do Banco de Portugal. Apesar do Efisa não ter atividade bancária desde 2009, a sua carteira de crédito de 50 milhões é constituída maioritariamente por créditos de cobrança duvidosa. O grupo empresarial de Pais do Amaral é um dos principais devedores.