Em comunicado com o título “Quer o Governo extinguir a Cultura em Coimbra?”, a concelhia do Bloco de Esquerda lembra “as profundas dificuldades atravessadas pelos/as agentes culturais dos vários setores da produção e criação artística em todo o território nacional”, criticando e responsabilizando o atual governo por “um desinvestimento muito profundo”, “uma completa falta de estratégia” e a “total ausência de empenhamento político”.
“Várias estruturas culturais com amplas provas dadas e décadas de atividade em vários locais do país, ou fecharam portas por total insustentabilidade ou foram remetidas para situações de profunda precariedade, nas quais a sobrevivência se conseguia apenas por via do sacrifício dos/as profissionais e criadores/as”, sublinha o documento.
A concelhia bloquista destaca que “nenhuma das companhias de Teatro profissionais de Coimbra – O Teatrão e A Escola da Noite – serão contempladas” no programa de apoio sustentado 2018-2021, e refere também que “acresce, na área das Artes Visuais, a exclusão, igualmente, do Centro de Artes Visuais”.
Coimbra não vive sem O Teatrão, A Escola da Noite e o Centro de Artes Visuais
O Bloco de Esquerda afirma que “Coimbra não vive sem O Teatrão, A Escola da Noite e o Centro de Artes Visuais”, diz que acabar com elas “é amputar Coimbra de uma parte enorme e insubstituível da sua criação e programação cultural e do seu património artístico” e “manifesta o seu total repúdio a estas decisões inadmissíveis” e a “mais profunda solidariedade para com os agentes culturais afetados, a quem agradece por décadas da maior dedicação à cultura em Coimbra”.
“Notícia escandaliza e revolta”
Segundo a Lusa, também o movimento Cidadãos por Coimbra protestou, em comunicado, pela exclusão "inadmissível" das duas companhias profissionais de teatro de Coimbra, exigindo "a imediata correção destes resultados, anunciados como preliminares e sujeitos ainda a audição de interessados".
"A notícia escandaliza e revolta todos os que acompanham o notável trabalho do Teatrão e da Escola da Noite. A ser verdade, condenaria à extinção das duas companhias e a um recuo de várias décadas no acesso ao teatro do povo de Coimbra e da região", argumenta o CpC.
O movimento exige que a Câmara de Coimbra faça as diligências necessárias para a reversão de uma "absurda intenção de decisão" e apela a cidadãos, agentes culturais e associações da cidade para que manifestem ao primeiro-ministro e ministro da Cultura "o seu profundo desagrado com a situação criada".