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Apoios às artes: Coimbra e Évora sem estruturas de teatro, Porto sem festivais

Em comparação com o quadriénio anterior, o número de estruturas apoiadas desce de 55 para 50. Coimbra e Évora ficam sem estruturas de criação e, no Porto, o FITEI e o FIMP são extintos. Para Jorge Campos, “fica provado que nem com os trocos do primeiro-ministro se evita que a Cornucópia seja um caso isolado”.
Foto sugu/Flickr
Foto sugu/Flickr

Os resultados preliminares do Programa de Apoio Sustentado às Artes 2018-2021, na área do Teatro, não são ainda públicos, mas segundo a informação recolhida pelo Esquerda.net, das 90 candidaturas apresentadas, 50 terão acesso a financiamento plurianual. O número contraste com o quadriénio anterior (2013-2017) onde, das 89 candidaturas, 55 obtiveram financiamento.

Para além da Cornucópia, que cessou atividade no final de 2016 devido à insustentabilidade do modelo de apoios às artes, os resultados deste concurso irão extinguir as duas companhias com sede em Coimbra – “O Teatrão” e “A Escola da Noite” –, bem como o CENDREV (Évora), e ainda o Teatro das Beiras (Covilhã). Qualquer uma destas estruturas tem pelo menos 20 anos de trabalho continuado e, a sua extinção significa que duas capitais distritais – Coimbra e Évora - ficam sem qualquer estrutura de criação com dimensão.

No Porto, o Festival Internacional de Marionetas bem como o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), ambos com dezenas de anos de programação continuada, ficam ambos sem financiamento.

Para Jorge Campos, deputado do Bloco, “fica provado que nem com os trocos do primeiro-ministro se evita que a Cornucópia seja um caso isolado. Mais quatro estruturas que são extintas, e duas cidades capitais de distrito que ficam sem estruturas de criação”.

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