Sob o mote “Desenvolvimento sustentável sim! Destruição não!”, a marcha convocada pela associação QSintra juntou este sábado dezenas de pessoas em defesa do património natural e contra os atentados ambientais e paisagísticos nas zonas de Colares, Banzão e do litoral, como o corte de árvores do Pinhal do Banzão e projetos urbanísticos como a construção de uma grande superfície comercial na avenida que liga Colares à Praia das Maçãs. O Bloco de Esquerda também marcou presença neste protesto.
Em declarações ao Público, Madalena Martins, ativista desta associação cívica, disse na véspera da marcha que “este é o momento de dar visibilidade ao assunto, para que alguém com poder de decisão atue”, por entre críticas à inação ou mesmo apoio da autarquia e das instituições que deveriam zelar pelo património aos projetos que estão a descaracterizar o concelho.
Lutas
Em Sintra, os moradores estão fartos do turismo descontrolado e fazem-se ver
Para esta associação, está em marcha um processo que só é possível graças à “submissão a interesses privados, apenas motivados pelo lucro imediato”. “O que pretendemos com esta manifestação é realizar um exercício de cidadania, de forma veemente, em defesa de um património natural único e que é de todos, perante a sua acelerada destruição para benefício de alguns”, explicou a ativista.
Além do impacto ambiental, a concretização dos projetos planeados para aquela zona terá também impactos na mobilidade, no comércio local e na qualidade de vida, como já acontece no centro da vila de Sintra, com os seus habitantes sitiados pelo excesso de turismo cujo tráfego automóvel entope as ruas durante todo o dia.