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Protesto contra portagens na Via do Infante mobiliza milhares de pessoas

Segundo a GNR, participaram na Marcha contra a introdução de portagens na Via do Infante, no Algarve, 3 mil viaturas. João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, admite que a participação possa ter sido superior. Deputada do Bloco Cecília Honório participou no protesto.
Já está agendada outra acção de protesto para o dia 8 de Abril contra as portagens na Via do Infante. Foto de Nuno Viana.

O movimento “Algarve – Portagens na A22 Não” e a Comissão de Utentes da Via do Infante organizaram, este sábado, uma Marcha de Protesto contra a introdução de portagens na Via do Infante.

Esta acção estava marcada para as 15h, mas os organizadores decidiram atrasar a sua partida, dada a grande afluência de pessoas, oriundas de vários pontos do Algarve.

Segundo a GNR, participaram neste protesto cerca de 3 mil viaturas, o que, a uma média de 2 pessoas por automóvel, equivale a 6000 participantes, no entanto, João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, admite que a participação possa ter sido superior.

Os utentes e automobilistas tiveram à sua disposição quatro pontos de partida: do Parque das Feiras de Portimão, do Parque das Cidades e de Altura (Castro Marim), junto à rotunda do Infante e de Vale Paraíso, em Albufeira.

Três presidentes de Câmara algarvios e uma Deputada da Assembleia da República associaram-se aos protestos, sendo que várias associações de motocilistas, dirigentes associativos, professores, estudantes, empresários, e algarvios anónimos também quiseram estar presentes e contestar a introdução de portagens na Via do Infante.

Já está agendada outra acção de protesto para o dia 8 de Abril contra as portagens na Via do Infante: será a Marcha do Guadiana, envolvendo a ponte internacional e os concelhos de Castro Marim e de Vila Real de Santo António.

Introdução de portagens provoca “agravamento do desemprego”

João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, considera que a introdução de portagens vai levar à “ruína” de muitas empresas da região, assim como vai provocar “um agravamento do desemprego”, numa altura em que o Algarve já atravessa “um período muito complicado”.

Para alguns utentes, alerta João Vasconcelos, o pagamento de portagens vai tornar-se incomportável e a EN125 “não é uma alternativa viável”.

Deputada do Bloco Cecília Honório esteve presente no protesto

Cecília Honório foi a única deputada a associar-se ao protesto. De facto, e tal como relembra esta dirigente, “o Bloco envolveu-se nesta causa desde o início”, tendo apresentado, em Janeiro, um Projecto de Resolução que previa a suspensão do processo de introdução de portagens na Via do Infante, e que foi chumbado com os votos contra do PSD, CDS e PS.

A deputada congratula-se com a “grande ampliação deste movimento”, que reflecte a contestação contra “a indignidade da introdução de portagens numa região que é das mais flagelada pelo desemprego, que ronda os 15%”.

Cecília Honório considera que esta medida, que penalizará profundamente a população desta região, resulta “das políticas deste bloco central”.

Recorde-se que o vice-presidente do PSD Marco António Costa já afirmou que todas as auto-estradas portuguesas vão ter portagens caso o seu partido vá para o governo.

“Vai-se manter a situação que existe hoje acordada com o Partido Socialista”, disse Marco António Costa, em conferência de imprensa.

No protesto participaram igualmente alguns autarcas da região.

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