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Prolongar o nuclear em Almaraz é um “enorme risco”

A Comissão Parlamentar de Ambiente está de visita ao rio Tejo em Castelo Branco e Vila Velha de Ródão. Nessa ocasião, Pedro Soares, o deputado bloquista que preside a esta comissão, pronunciou-se sobre os perigos do prolongamento do funcionamento da central para além dos 40 anos.
Foto de Movimento Anti-nuclear Ibérico

As empresas que exploram a central nuclear de Almaraz chegaram a um acordo que vai prolongar o funcionamento desta para além dos 40 anos. Pedro Soares, que preside à Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, em visita ao Tejo, a pouca distância da central, declarou estar “muito preocupado” devido a este facto que considera “um risco enorme para o rio Tejo e para toda esta região”.

Segundo o deputado bloquista explicou à Lusa, ao longo desta legislatura a comissão a que preside fez um “grande esforço” para alertar, mobilizar as autarquias, governantes e ambientalistas para esta questão, tal como para os vários problemas que afetam o Tejo “que tem estado a ser utilizado como um recurso, e, de facto, cada vez mais, tem que ser encarado como um sistema ambiental e ecológico que tem que ser preservado”.

Apesar da ameaça da central nuclear, Pedro Soares olha com

otimismo para o que se tem passado com o Tejo, considerando que “aquilo que se passou com as celuloses e a despoluição, a retirada das lamas do rio foi muito positivo”. Isto apesar de não se poderem esquecer problemas como o avanço da cunha salina que prejudica as atividades agrícolas ou os problemas relacionados com os caudais ecológicos, o que “é um problema grave” em tempos de seca.

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