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Proibido abater animais em canis municipais

Entrou este domingo em vigor uma lei que proíbe o abate de animais como forma de controlar a população.
Fotografia: psychologytoday.com
Fotografia: psychologytoday.com

Em declarações à agência Lusa, o Bastonário dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, disse-se “preocupado e apreensivo” com a falta de ação dos municípios para se adaptarem à proibição de abate de animais.

“Vejo com alguma preocupação, apreensão e alguma tristeza que não haja nenhuma evolução nesta matéria e não se esteja a querer estudar o assunto de base, que é o que me parece que vai resolver o problema”, terá afirmado, acrescentando que só o combate ao abandono dos animais poderá resolver o problema do número de animais em canis e nas ruas.

“Parece-me que o caminho é precisamente o combate ao abandono e realmente criar condições para que as pessoas não abandonem os animais e estudar este problema a fundo, aí é que acho que devia incidir o esforço”, afirmou.

Vera Ramalho, presidente da Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios, terá, em conversa com o Público, antecipado a morte de animais nas ruas ao antever o esgotamento da capacidade dos centros de recolha.

Também de acordo com o Público, Ribau Esteves, da Associação Nacional de Municípios Portugueses, afirma que as verbas disponibilizadas pelo governo para as obras nos canis foram escassas: “Foi lançado um programa de dois milhões para o país todo. Só os três canis que vão ser construídos na região de Aveiro custarão 2,5 milhões”

A lei que aprovava medidas para a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais e proibia o animal de animais errantes como forma de controlar a população estabelecia um período transitório de dois anos, que terminou este domingo. Assim, a partir de agora é proibido abater animais em centros de recolha oficial por motivos de sobrepopulação.

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