Catarina Martins participou num debate no aniversário do agrupamento de escolas Marcelino Mesquita, no Cartaxo. O tema escolhido foi a desigualdade de género e a participação dos alunos foi grande. Para a coordenadora do Bloco, isso foi a prova de que “há hoje uma consciência grande do trabalho que é preciso fazer”.
“Tivemos a maior manifestação de sempre num 8 de Março em Portugal”, recordou Catarina, concluindo que isso “revela uma sociedade que se levanta contra essa desigualdade e em especial uma nova geração que não a aceita e se levanta contra ela”.
Questionada pelos jornalistas sobre os próximos passos no que respeita ao braço de ferro entre governo e professores, Catarina reafirmou o compromisso do Bloco de chamar ao parlamento a discussão do decreto agora promulgado pelo Presidente da República e que só contabiliza uma pequena parte do tempo de carreira congelado aos professores.
O objetivo do Bloco será manter o descongelamento que o governo já prevê para este ano e garantir também “que o processo não fica fechado aqui e que todo o tempo de serviço tem de ser contado, de forma faseada, como está a acontecer nos Açores e na Madeira”.
Esta solução é a única que promove a “igualdade de tratamento entre professores do Continente, dos Açores e da Madeira”, porque “é preciso respeitar todos os professores de todo o país da mesma forma”, defendeu Catarina Martins.

“Não afeta minimamente o Orçamento do Estado uma solução que diz que o tempo que o governo se propõe a descongelar seja feito este ano e nos próximos anos se tenha de descongelar o resto”, resumiu a coordenadora bloquista, não vendo também razões para que este possa vir a ser um processo moroso. “Não tem de demorar se todos os partidos forem consequentes com o que disseram até agora: solução igual para professores do Continente, Açores e Madeira com respeito por todo o tempo de serviço cumprido pelos professores. Só o PS é que não o fez”, lembrou Catarina.
Por isso, “se ninguém mudar de opinião e toda a gente for coerente com o que tem defendido, o processo no parlamento será rápido e terá uma solução que é igual para todo o país e que protege o Orçamento do Estado”, concluiu.