Presidenciais

“Presidente deve chamar Montenegro e dizer que tem de mudar a ministra e a política”

09 de janeiro 2026 - 14:10

Catarina Martins diz que ao contrário de outros candidatos “não ficaria à espera de tomar chá uma quinta-feira em março com o primeiro-ministro” e exige mudanças imediatas na Saúde.

PARTILHAR
Catarina Martins na Escola Básica Nuno Gonçalves, em Lisboa
Catarina Martins na Escola Básica Nuno Gonçalves, em Lisboa. Foto de Bruno Moreira

Numa visita à Escola Básica Nuno Gonçalves, em Lisboa, Catarina Martins elogiou o “trabalho extraordinário” dos professores e disse que esta escola “é um exemplo de integração, de projetos educativos inovadores e está a precisar é que o Governo trabalhe com a escola em vez de trabalhar contra as escolas”.

Questionada pelos jornalistas sobre a notícia que dá conta de que a ministra da Saúde não pretende assumir responsabilidades por mais uma série de falhas trágicas no sistema de socorro a emergências, Catarina respondeu que “se Ana Paula Martins não pede para sair e não quer sair, o melhor é o Presidente da Republica chamar o primeiro-ministro e dizer que a ministra tem de sair e que a política tem de ser outra”.

Recordando a visita que fez na véspera aos bombeiros da Moita, onde ouviu queixas de que “não há macas suficientes nos hospitais para libertarem as ambulâncias dos bombeiros”, Catarina defendeu que o primeiro-ministro “em vez de prometer ambulâncias para o verão, faria melhor em ter já as macas que os hospitais precisam”.

Quanto ao que deve fazer o Presidente da República, defende que deve chamar Montenegro e “tem de lhe dizer que tem de mudar agora a ministra e a política”. Uma posição que contrasta com a de outros candidatos, como António José Seguro: “eu não ficaria à espera de tomar chá uma quinta-feira em março” com Montenegro para tratar da situação.

“Precisamos agora de quem tenha a coragem de dizer que não é aceitável prometer para o verão ambulâncias que já deviam ter sido compradas há mais de dois anos quando os hospitais precisam de macas agora para libertar as ambulâncias. Isto é uma vergonha, não falemos de pactos, falemos do que é preciso: é preciso macas nos hospitais para ontem”, insistiu a candidata, que diz estar cada vez mais convencida de que “o que está a acontecer não são erros, é uma política deliberada de destruição do SNS”.