Numa visita à Escola Básica Nuno Gonçalves, em Lisboa, Catarina Martins elogiou o “trabalho extraordinário” dos professores e disse que esta escola “é um exemplo de integração, de projetos educativos inovadores e está a precisar é que o Governo trabalhe com a escola em vez de trabalhar contra as escolas”.
Saúde
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Questionada pelos jornalistas sobre a notícia que dá conta de que a ministra da Saúde não pretende assumir responsabilidades por mais uma série de falhas trágicas no sistema de socorro a emergências, Catarina respondeu que “se Ana Paula Martins não pede para sair e não quer sair, o melhor é o Presidente da Republica chamar o primeiro-ministro e dizer que a ministra tem de sair e que a política tem de ser outra”.
Recordando a visita que fez na véspera aos bombeiros da Moita, onde ouviu queixas de que “não há macas suficientes nos hospitais para libertarem as ambulâncias dos bombeiros”, Catarina defendeu que o primeiro-ministro “em vez de prometer ambulâncias para o verão, faria melhor em ter já as macas que os hospitais precisam”.
Quanto ao que deve fazer o Presidente da República, defende que deve chamar Montenegro e “tem de lhe dizer que tem de mudar agora a ministra e a política”. Uma posição que contrasta com a de outros candidatos, como António José Seguro: “eu não ficaria à espera de tomar chá uma quinta-feira em março” com Montenegro para tratar da situação.
“Precisamos agora de quem tenha a coragem de dizer que não é aceitável prometer para o verão ambulâncias que já deviam ter sido compradas há mais de dois anos quando os hospitais precisam de macas agora para libertar as ambulâncias. Isto é uma vergonha, não falemos de pactos, falemos do que é preciso: é preciso macas nos hospitais para ontem”, insistiu a candidata, que diz estar cada vez mais convencida de que “o que está a acontecer não são erros, é uma política deliberada de destruição do SNS”.