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Porto: Bandeira LGBTQIA+ hasteada em duas freguesias 

As juntas de freguesia do Bonfim e de Campanhã, no Porto, hastearam a bandeira LGBTQIA+. Foi também efetuada uma homenagem a Gisberta, mulher trans assassinada no Porto, em 2006. O vereador Sérgio Aires acompanhou estas iniciativas. 
Bandeira LGBTQIA+ hasteada na Junta de Freguesia de Campanhã. Fotografia: esquerda.net

No dia 17 de maio, dia internacional da luta contra a homofobia, bifobia e transfobia, a Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto, hasteou a bandeira LGBTQIA+ no seu edifício, pelas 10h00 da manhã. Pelas 12h00, foi a vez da junta de freguesia de Campanhã se associar à celebração deste dia. 

Sérgio Aires, vereador independente na Câmara do Porto eleito pelo Bloco de Esquerda, acompanhou estas iniciativas, nas quais estiveram também presentes José Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo distrito do Porto, membros dos executivos das respetivas juntas bem como diversos ativistas da Marcha do Orgulho do Porto (MOP). 

“Um momento histórico e que espero que se passe a fazer também em outras juntas e também na Câmara do Porto” referiu Sérgio Aires, a propósito destas iniciativas. 
 

 


Também esta terça-feira uma homenagem a Gisberta, mulher trans assassinada no Porto em 2006, um acontecimento trágico que veio a desencadear a realização da primeira Marcha do Orgulho do Porto, que continua até hoje. A homenagem consistiu na colocação de uma bandeira LGBTQIA+ no edifício do Pão de Açúcar onde Gisberta foi assassinada e que se mantém inacabado. 


Homenagem a Gisberta. 

A propósito destas iniciativas, o Bloco de Esquerda no Porto referiu que “é um grande passo na cidade que tenhamos o poder local a começar a trilhar este caminho”. O partido lamenta que “infelizmente”, nem a Câmara Municipal do Porto nem as restantes juntas de freguesia  tenham dado ainda este passo.

Recorde-se que a Câmara Municipal decidiu “expressamente” não se associar a esta iniciativa de hastear a bandeira, tendo chumbado uma proposta do Bloco de Esquerda, com os votos do Grupo Rui Moreira e do PSD.

“Esta proposta, assim como a da existência de um plano LGBTQIA + não foram aprovadas pela direita conservadora que dirige os destinos do Porto, cidade que na sua raiz é livre e celebra a diversidade, pouco representada nestas decisões”, refere o Bloco de Esquerda. 

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