A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança debateu nesta sexta feira o plano de austeridade e os reflexos no sector, concluindo que estão contra o plano, decidindo participar na manifestação de 6 de Novembro da função pública e apelando aos profissionais dos serviços e forças de segurança a que no dia da greve geral, 24 de Novembro, “tenham uma atitude pedagógica e privilegiem exageradamente a prevenção, sem pôr causa a segurança dos cidadãos, e que só utilizem a repressão em casos mesmo necessários".
Segundo o “Diário de Notícias”, Paulo Rodrigues, secretário nacional da CCP e presidente do maior sindicato da PSP (ASPP/PSP), declarou à comunicação social: "Não faz sentido que as medidas de austeridade se apliquem aos profissionais dos vários serviços e forças de segurança. São políticas que prejudicam os profissionais, mas também o funcionamento das instituições".
Paulo Rodrigues acrescentou ainda que os serviços e forças de segurança “estão a trabalhar no limite”, salientando que pode estar "em causa a segurança do país" e realçando ainda: "As várias forças e serviços de segurança estão a fazer um caminho de retrocesso, parece que há uma tentativa deste Governo em obrigarem os polícias a serem polícias do passado".
Fazem parte da CCP: Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima (ASPPM), Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) e Associação Sindical dos Funcionários da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASF-ASAE).