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“Podem contar com o Bloco para uma solução que defenda o país e quem trabalha”

“O Bloco de Esquerda nunca faltará” a uma “solução governativa que defenda o país, defenda quem trabalha, que permita criar emprego e proteger a riqueza produzida no país”, afirmou Catarina Martins em entrevista à TVI.
“O Bloco não fecha nenhuma porta à possibilidade de proteger o país, de proteger as pessoas que aqui vivem. Mas nunca o voto no Bloco servirá para fazer o contrário do que está no nosso programa" afirmou Catarina Martins em entrevista à TVI

Catarina Martins apontou também duas linhas essenciais para o Bloco de Esquerda.

“Uma, é que quem vive do trabalho seja respeitado, que os salários sejam respeitados, que as pensões sejam respeitadas, que se acabe com o abuso e com a precariedade”, salientou a porta-voz do Bloco, referindo a necessidade de evitar a emigração (“mais de 10 mil pessoas por mês, na maioria jovens”) e sublinhando a importância do combate ao “abuso do trabalho”.

“A segunda linha é proteger o futuro do país, desta sangria de recursos para fora e também das privatizações, que estão a dar cabo do país e que dão cabo do Estado Social”, destacou a porta-voz do Bloco, sublinhando que “nesta campanha está a ser feito um ataque gigantesco à Segurança Social, com a ideia de privatizar a Segurança Social”.

O Bloco não abdica do seu programa”

Questionada sobre se o Bloco fecha a porta a um acordo com o PS, a porta-voz bloquista afirmou:

“O Bloco não fecha nenhuma porta à possibilidade de proteger o país, de proteger as pessoas que aqui vivem. Mas nunca o voto no Bloco servirá para fazer o contrário do que está no nosso programa. As pessoas podem ter a certeza que o Bloco não abdica do seu programa”.

Questionada sobre a possibilidade de uma coligação com o PCP, a porta-voz do Bloco, lembrando que estamos a concorrer em eleições e que “somos partidos diferentes”, salientou que “o Bloco nunca faltou às possibilidades de convergências que alteraram a vida das pessoas”, acrescentando que “quando foi preciso, estivemos com o PCP e assumimos a nossa responsabilidade”.

“Quando o governo começou a fazer os cortes, o Bloco foi o primeiro partido que foi ao Tribunal Constitucional”, recordou Catarina Martins e sublinhou:

“Quem neste verão recebeu o subsídio de férias ou os pensionistas que não tiveram o corte da CES, sabe que não o devem ao governo mas à oposição. E, desde logo, ao Bloco que foi o partido que foi capaz de desbloquear todas as conversas à esquerda, para que fosse possível ir ao Tribunal Constitucional e as pessoas receberem esse dinheiro que era seu”.

PS tem propostas “iguais à estratégia que PSD e PP têm tido para o país”

Criticando o programa do PS, a porta-voz do Bloco afirmou: “O PS tem várias propostas que, a nosso ver, são em tudo iguais ao alinhamento, à estratégia que PSD e PP têm tido para o país”.

Catarina Martins exemplificou com as propostas para o “chamado mercado laboral” e para combater o desemprego, onde o PS em vez de apontar a precariedade segue o caminho de considerar que os problemas são a pretensa “rigidez laboral”, como apontam PSD e CDS.

A dirigente bloquista criticou também as propostas do PS para a Segurança Social, de “cortar na TSU agora, pondo em causa as pensões futuras e a sustentabilidade da Segurança Social”.

Dívida - o elefante na sala das opções políticas”

A porta-voz do Bloco criticou ainda o PS pelo mesmo alinhamento que tem tido com PSD e CDS e apontou que a dívida “é o elefante gigantesco na sala das opções políticas”.

“Se não dizem o que fazer com a dívida, vão dizer no dia seguinte a serem eleitos que 'afinal as contas públicas não nos permitem fazer o que tínhamos prometido'”, acusou a dirigente bloquista, salientando que “quando os partidos do centro fogem a dizer o que vão fazer sobre a dívida pública, estão a esconder os seus números e o que vão fazer amanhã”.

A uma pergunta sobre se o Bloco não descola apesar da austeridade, a porta-voz do Bloco disse “vamos esperar pelas eleições” para ver, sublinhando que “os indicadores mostram que o Bloco tem estado a subir de forma consistente desde janeiro” e considerando que o trabalho do partido “é crescentemente reconhecido”.

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