O Departamento de Investigação Criminal de Braga da Polícia Judiciária deteve no sábado em flagrante delito um homem de 27 anos suspeito da prática dos crimes de pornografia de menores, abuso sexual de crianças, agravado, e ainda de devassa da vida privada, sendo vítimas a sua filha e também a sua companheira. Segundo o jornal Público, trata-se de Ivo Faria, cabeça de lista do Chega nas últimas eleições autárquicas à União de Freguesias de Antime e Silvares S. Clemente, em Fafe.
Na busca domiciliária à casa do candidato do Chega, a PJ apreendeu os equipamentos informáticos do visado, os quais foram objeto de análise pericial, “vindo a identificar-se centenas de ficheiros com conteúdo compatível com pornografia de menores. Alguns desses ficheiros continham imagens de crianças de tenra idade a participarem em atos sexuais explícitos”, diz a PJ em comunicado, acrescentando que Ivo Faria “procedia à partilha de tais ficheiros com outros utilizadores através de plataformas digitais”.
Extrema-direita
Novo escândalo de pedofilia no Chega: candidato autárquico detido pela PJ
“Foram igualmente recolhidos fortes indícios de que o suspeito terá abusado sexualmente da própria filha, de tenra idade, partilhando ainda registos íntimos da companheira, sem o seu consentimento”, prossegue o comunicado. Segundo o Público, a filha tem cinco anos e a mão da criança, que não é a atual companheira, diz que apresentou queixa por violência doméstica contra Ivo Faria.
Este é o quarto caso de pedofilia a envolver elementos do Chega. Em dezembro a PJ deteve Rui Pedro Moreira, treinador de equitação com 22 anos e candidato do partido de extrema-direita na Azambuja nas eleições de 2021 e 2025. Antes disso, o deputado municipal e dirigente nacional Nuno Pardal Ribeiro já respondia na justiça por recorrer à prostituição de menores, após ter sido indicado pelo Chega para a Assembleia das Crianças de Lisboa. E também o candidato do Chega à Câmara de Arruda dos Vinhos em 2021, Artur Aves já tinha sido detido pela Judiciária por suspeita de abusar sexualmente de uma aluna de 14 anos.
Tal como nos anteriores casos, também agora o Chega diz ter afastado mais este seu militante envolvido em suspeitas de pedofilia após a detenção, descartando responsabilidades pela abundância de criminosos sexuais no seio do partido.