Por aumento salarial de 90 euros mensais (3€/dia)
Segundo o sindicato CESP da CGTP, os trabalhadores dos armazéns da Jerónimo Martins reivindicam um aumento de salários e melhores condições de trabalho.
Trabalhadores e trabalhadoras dos armazéns querem que haja aumento de salários ainda este ano e reivindicam um aumento salarial de 90€ (3€/dia) para todos os trabalhadores sem discriminações e o aumento de subsídio de alimentação, cujo valor é de 5,40€ há muitos anos.
O CESP (Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal) salienta que a empresa tem lucros milionários, mas impõe estagnação salarial e desvalorização profissional.
Os trabalhadores dos armazéns apontam o problema da movimentação manual de cargas demasiados pesadas e reivindicam: a contratação de mais trabalhadores, até serem assegurados meios mecânicos, que evitem a movimentação manual de cargas; a análise de riscos na movimentação manual de cargas demasiado pesadas e a diminuição das paletes, pois a obrigatoriedade de montar paletes com dois metros de altura aumenta os riscos de acidentes de trabalho.
Os trabalhadores do armazém da Azambuja denunciam a existência de problemas, nomeadamente o pavimento interior em mau estado e exigem a resolução desses problemas através, por exemplo, de escadas provisórias de acesso ao refeitório. O CESP diz que vai pedir a intervenção da ACT, Autoridade para as condições de trabalho.
186 milhões de lucro no primeiro semestre de 2021
Segundo o “Jornal de Negócios”, a Jerónimo Martins teve no primeiro semestre de 2021 um lucro de 186 milhões de euros, o que significa uma subida dos lucros em 78,9%, em relação ao período homólogo de 2020. As vendas também aumentaram 6,3%, para 9,9 mil milhões de euros.
O grupo Jerónimo Martins refere ainda que o investimento foi de 200 milhões de euros, 60% dos quais alocados à Biedronka, a maior rede de supermercados da Polónia. A Biedronka registou um aumento de vendas para 7.000 milhões de euros, um aumento de 7% em relação a período homólogo de 2020.
A cadeia polaca Hebe teve um aumento de 7,3% para 123 milhões de euros.
O grupo diz ainda que, em Portugal, "o consumo manteve-se deprimido e impactado pela queda drástica da actividade turística". As vendas do Pingo Doce em Portugal aumentaram 4,6% para 1.900 milhões de euros, tendo aberto três lojas no semestre e renovado sete.
O Recheio teve vendas de 398 milhões, valor semelhante ao período homólogo de 2020.