Com uma obra que conta com mais de 30 títulos, incluindo “Pastoral Americana” e “A Conspiração Contra a América”, Roth era um dos mais destacados autores anglo-saxónicos.
Os livros de Roth inspiram-se na vida familiar judaica e no quotidiano norte-americano.
A notícia foi avançada pelo seu agente literário, Andrew Wylie. Blake Bailey, biógrafo de Roth, escreveu no Twitter que o autor morreu no hospital, rodeado de amigos.
Philip Roth died tonight, surrounded by lifelong friends who loved him dearly. A darling man and our greatest living writer. pic.twitter.com/v01QkXi7wD
— Blake Bailey (@BlakeBaileyOn) May 23, 2018
O seu sucesso começou em 1959, com a publicação de “Goodbye, Columbus”, uma colectânea de contos. Dez anos depois, o autor adquiriu o estatuto de celebridade, ao publicar “O Complexo de Portnoy”. “Pastoral Americana” não apenas lhe valeu um Pulitzer mas também uma adaptação para cinema.
Roth é ainda um dos poucos escritores que recebeu o Pulitzer, o Pen/Faulkner Award (três vezes), o National Book Award dos EUA e o Man Booker International Prize. Tem ainda sido anualmente apontado como um dos favoritos ao Nobel, mas nunca chegou a ganhá-lo.