“Só um movimento muito forte poderá opor-se a que seja aprovado um conjunto de leis que eternizam a precariedade, que roubam tempo aos pais e aos filhos e que diminuem o pagamento das horas extraordinárias, que diminuem salário e tempo para viver”, afirmou José Manuel Pureza esta terça-feira na manifestação que a CGTP promoveu em Lisboa contra o pacote laboral.
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O coordenador do Bloco de Esquerda afirmou que “temos que estar aqui a dar força a este grande movimento de oposição” e lembrou a greve geral de dezembro apoiada pela CGTP e UGT para defender que “essa unidade tem de se manter para que haja realmente uma posição capaz de derrotar a vontade do Governo de aprovar leis que são muito gravosas para quem trabalha”.
Questionado sobre as palavras da ministra do Trabalho que acusou a CGTP de se ter “auto afastado” das negociações da proposta do Governo, Pureza acusou o Governo de ostracizar “partes dominantes do movimento sindical” ao apresentar uma proposta que ataca os direitos dos trabalhadores.