O mês de junho é mês de luta pelo direito à habitação A plataforma Casa Para Viver voltou a convocar manifestações pelo direito à habitação para o final do mês de junho. E o Movimento Referendo pela Habitação em Lisboa mais a Assembleia Parar o Hotel no Quartel marcaram uma "Procissão de Santo António Despejado" para o próximo domingo.
O ponto de encontro da manifestação Casa Para Viver em Lisboa está marcado para sábado, dia 28 de junho, às 15h30 no Largo Camões. Já no Porto, a convocatória aponta para domingo, dia 29 de junho, às 14h30 na Praça da Batalha.
Como mote para as manifestações, a plataforma apresenta um Caderno Reivindicativo de Emergência para a Habitação, que aprovou em assembleia aberta em abril de 2025. Entre as medidas estão os tetos às rendas, fim aos despejos, a proibição de novas licenças para todos os tipos de alojamento turístico em zonas de pressão e carência habitacional, o fim imediato dos benefícios fiscais à especulação imobiliária e a subordinação da nova construção à criação de habitação a preços acessíveis.
“No mês de junho, convocamos toda a gente a uma ação para afirmar e lutar pelo direito à habitação, contra o novo Governo de direita”, lê-se na convocatória da manifestação de Lisboa. “Precisamos de casas para morar, não para especular”.
A plataforma Casa Para Viver convocou a primeira manifestação a 1 de abril de 2023, contra o agravamento da crise de habitação e por ação do Governo. Desde então, tem convocado várias manifestações pelo direito à habitação, tanto durante o Governo de António Costa como durante o primeiro Governo de Luís Montenegro.
Já o Movimento Referendo pela Habitação em Lisboa e a Assembleia Parar o Hotel no Quartel convocam para dia 15 de junho, às 18h30, a Procissão do Santo António Despejado.
A ação faz parte da mobilização internacional no sul da Europa contra a turistificação para manifestar "contra a política do monocultivo turístico que nos rouba a cidade" e para exigir "uma Lisboa para quem cá vive e trabalha".
Os casos de despejo e demolições de habitação têm continuado a aumentar, enquanto a crise habitacional se agrava. Portugal é o país da OCDE onde é mais difícil comprar casa, mas as soluções adotadas até aqui não têm funcionado.
Concursos para a construção de casas ficam desertos, enquanto os preços das casas e dos arrendamentos continuam a subir. Os mecanismos que existem de apoios extraordinários têm falhas e quem é mais penalizado é quem tem dificuldades de habitação.