Numa reunião que envolveu sindicatos e Comissões de Trabalhadores, foi feito um apelo “ao reforço da unidade na acção, contra a ofensiva que o governo desenvolve contra os trabalhadores e reformados” e foi decidido propor aos trabalhadores das empresas públicas de transportes e comunicações e a todas as organizações a continuação da luta com a realização de nova jornada de lutas/greves entre os dias 29 de novembro e 6 de dezembro.
Caberá agora aos trabalhadores definirem qual o dia em que irão fazer greve, segundo esclareceu José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).
Entretanto, estão já agendadas inúmeras paralisações que, ainda que não coincidam com a semana marcada, também se enquadram nos protestos “contra as medidas do Orçamento do Estado que reduzem a remuneração de quem trabalha”.
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa avançam com duas greves parciais a 19 e 21 de novembro, das 5h30 às 9h30 para a generalidade dos trabalhadores e das 8h às 12h30 para os trabalhadores administrativos e técnicos superiores.
Em plenário, os trabalhadores da Transtejo decidiram agendar uma paralisação para 25 de novembro. A 26 de novembro será a vez dos trabalhadores da STCP aderirem aos protestos.
Os correios, por sua vez, vão parar entre o Natal e o Ano Novo.
Estas ações de luta "são contra a privatização dos CTT e a retirada de direitos dos trabalhadores", afirmou Vítor Narciso, secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), em declarações à agência Lusa.
Os trabalhadores dos correios vão estar em greve a 29 de novembro e nos dias 27, 30 e 31 de dezembro. A 29 de novembro terá lugar um plenário de trabalhadores nos Restauradores, em Lisboa, uma manifestação nacional frente ao Ministério das Finanças, pelas 15h45. Nesse mesmo dia os trabalhadores irão ainda entregar postais contra a privatização na Assembleia da República.
As reduções de salários, a concessão de empresas públicas de transportes a privados e a redução das indemnizações compensatórias, bem como o aumento da idade da reforma, são algumas das medidas contestadas pelos trabalhadores, que pugnam por um serviço público de transportes de qualidade, com funções sociais, ao serviço do país.