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Anabela Carvalheira, dirigente da FECTRANS, avançou que todos os trabalhadores da empresa pública irão parar entre as 5h30 e as 9h30. Os técnicos superiores e os trabalhadores administrativos irão parar entre as 8h e as 12h30.
“Não houve nenhuma alteração, antes pelo contrário. Continua a haver um ataque aos direitos dos trabalhadores” e, por outro lado, o “metro não satisfaz necessidades sociais impreteríveis”, explicou a sindicalista, em declarações ao jornal Público, defendendo, desta forma, a segunda paralisação desde a apresentação do Orçamento Geral do Estado para 2014. Recorde-se, que a primeira greve foi no dia 31 do passado mês de outubro, tendo paralisado o Metro de Lisboa por 24 horas.
Segundo fonte oficial da empresa, o tribunal arbitral decidiu não estabelecer serviços mínimos por existirem alternativas consideradas suficientes para os utentes. A mesma fonte confirmou ainda que a circulação na rede de metro deve ser retomada a partir das 10:00.
Em princípio, esta federação sindical irá anunciar nova greve na quinta-feira da presente semana. A dirigente sindical, supracitada, garantiu ainda que os trabalhadores vão continuar a sua luta.
Os trabalhadores do metro contestam as medidas do OE 2014, principalmente os cortes nos salários e a suspensão dos complementos de reforma. Sobre esta matéria, a federação apresentou queixas ao Presidente da República e ao Provedor de Justiça.
É ainda contestada a nova lei das empresas públicas, a entrar em vigor a 2 de dezembro, que equipara o pagamento do subsídio de refeição, das ajudas de custo e do trabalho suplementar e noturno ao regime da função pública.
Carris reforça carreiras durante a greve do metro
A Carris vai reforçar na terça-feira as carreiras de autocarros que coincidem com as linhas do Metropolitano de Lisboa, como os números 726, 736, 744 e 746, devido à greve parcial dos trabalhadores do metro.