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Nobel da Literatura para Olga Tokarczuk e Peter Handke

Depois da polémica que envolveu um escândalo sexual em 2018, e que resultou na não atribuição do prémio, este ano, a Academia sueca divulgou os  nomes dos vencedores de 2018 e 2019. Olga Tokarczuk e Peter Handke foram os laureados.
Fotografia: página de Facebook do Prémio Nobel
Fotografia: página de Facebook do Prémio Nobel

Nas palavras do testamento de Alfred Nobel, o prémio Nobel da Literatura deve ser atribuído a quem produza “no campo da literatura, o trabalho mais notável numa direção ideal".

No ano passado, após a guerra interna entre os membros da Academia envolvida em escândalos de favorecimento e abuso sexual, resolveu não atribuir-se o prémio, adiando-o para 2019. O Esquerda.net já explicou o que se passou no ano passado. Foi a primeira vez em 70 anos que um anúncio de um Nobel foi adiado. Depois, acabou por decidir-se que os dois prémios seriam atribuídos em simultâneo.

Olga Tokarczuk

 

Olga Tokarczuk é uma autora polaca de 57 anos que tem sido descrita como uma das autoras mais aclamadas da sua geração. Em 2018, ganhou o Man Booker International Prize pelo romance “Flights” (o mesmo romance recebeu um Nike Award, o maior prémio literário polaco). Foi a primeira autora polaca a ganhar este prémio. Também em 2018, recebeu este Nobel da literatura, embora só esteja a ser dado a conhecer agora.

Este prémio foi-lhe atribuído “por uma imaginação narrativa que, com paixão enciclopédica, representa o cruzar de fronteiras como forma de vida”.

Tokarczuk já foi atacada pela associação patriótica de Nowa Ruda, que exigiu que lhe fosse retirado o estatuto de cidadã honorária por parte da Câmara Municipal de Nowa Ruda, afirmando que esta teria prejudicado o bom nome da Polónia. Tokarczuk respondeu que será ela a verdadeira patriota, não quem a ataca e cujas atitudes e ações xenófobas e racistas são prejudiciais à Polónia e à imagem do país no estrangeiro.

Peter Handke

Peter Handke é um autor austríaco de 76 anos. Para além de romancista, é dramaturgo, poeta, argumentista e realizador de cinema. Publicou o seu primeiro romance em 1965, abandonando o ensino universitário para se dedicar à carreira literária.

Handke já afirmou publicamente a sua oposição à política belicista da NATO, tendo estado envolvido em várias discussões decorrentes.

Realizou filmes e foi roteirista do filme “A angústia do guarda-redes antes do penalty”, de Wim Winders.

Este prémio Nobel da Literatura de 2019 foi-lhe atribuído “por um trabalho de influência que, com ingenuidade linguística tem explorado a periferia e a especificidade da experiência humana”.

A 3 de outubro deste ano, a fundação Nobel publicou um vídeo em que Anders Olsson, da academia sueca, explica como é que o Nobel da Literatura é decidido.

 

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