A Academia Real das Ciências da Suécia declarou na segunda-feira que a investigação de Claudia Goldin "forneceu a primeira descrição exaustiva dos rendimentos das mulheres e da sua participação no mercado de trabalho ao longo dos séculos", revelando "as causas da mudança, bem como as principais fontes da diferença salarial de género que ainda subsiste". É a primeira mulher laureada com o Nobel da Economia sozinha e a terceira a recebê-lo entre os 92 distinguidos com o prėmio desde 1968.
Nascida em Nova Iorque em 1946, Claudia Goldin é professora de Economia na Universidade de Harvard e ao longo das últimas décadas tem estudado a evolução das condições do trabalho feminino, mostrando que a Revolução Industrial causou uma queda abrupta dos seus rendimentos, quando comparados com os dos homens, que só viriam a recuperar na viragem para o século XX.
O seu livro de 1990, “Understanding the Gender Gap: An Economic History of American Women”, foi considerado uma obra de referência sobre a desigualdade salarial dos últimos 250 anos, com a conclusão de que na era moderna essa disparidade de salários é visível quando um casal da mesma profissão tem filhos.
“A investigação de Claudia Goldin proporcionou conhecimentos novos e muitas vezes surpreendentes sobre os papéis históricos e contemporâneos das mulheres no mercado de trabalho”, afirmou a Academia.