Multiplicam-se os protestos contra a prova de avaliação de professores

21 de novembro 2013 - 0:53

Entre 25 e 30 de novembro, a Federação Nacional da Educação (FNE) promove concentrações contra a prova em Coimbra, Lisboa, Évora e Porto. No dia 5 de dezembro, terá lugar uma nova concentração, convocada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), em frente à Assembleia da República, em Lisboa.

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Foto de Paulete Matos.

“Empenhada em evitar a sua concretização”, a FNE decidiu por unanimidade promover a realização de concentrações em Coimbra, Lisboa, Évora e Portocom o objetivo de “transmitir à população uma mensagem esclarecedora das razões que não justificam esta prova”.

Em Coimbra, o protesto terá lugar no dia 25, pelas 17h30, no Largo da Portagem. No dia 27, o Campo Pequeno, em Lisboa, será o palco da contestação. A iniciativa terá início pelas 17h30. A concentração de Évora foi agendada para dia 28, na Praça do Giraldo, pelas 17h. Já no Porto, os protestos realizar-se-ão no dia 30 de novembro, na Praça dos Leões, pelas 11h.

Estas iniciativas, bem como outras ações realizadas e a realizar pela FNE e pelos seus sindicatos, são divulgadas na página de facebook Todos contra a prova.

A Fenprof convoca, por sua vez, os professores para uma concentração no próximo dia 5 de dezembro, em frente à Assembleia da República, em Lisboa, a partir das 15h.

Fenprof: Aviso sobre a prova foi publicado de forma ilegal

A Fenprof vai apresentar na justiça um pedido de suspensão do aviso do Instituto de Avaliação Educativa sobre a prova de acesso à carreira docente, na medida em que considera que o mesmo foi publicado de forma ilegal.

“É nossa convicção que o aviso que saiu ontem (terça feira) é ilegal porque sabemos que há pelo menos dois tribunais administrativos e fiscais (TAF) nos quais o ministério não apresentou ainda até este momento resolução fundamentada relativamente às providências cautelares”, afirmou o secretário geral da Fenprof, Mário Nogueira, em declarações à agência Lusa.

“Se assim é, isso significa que a legislação ainda se encontra suspensa. Eles não podiam ter publicado este aviso e portanto vamos junto desses dois tribunais requerer o pedido de ineficácia de ato, ou seja, que este aviso seja suspenso porque não podia ter sido publicado”, avançou.

Mário Nogueira lamentou ainda que o PSD e o CDS-PP tenham no passado criticado a prova e procurem agora justificá-la com o programa do Governo.

FNE: Existem várias situações graves de dificuldade de realização da prova

“Existem várias situações graves de dificuldade de realização da prova. Desde logo nas ilhas, porque a concentração só em algumas ilhas faz com que os candidatos tenham que pagar do seu bolso as viagens e alojamentos, porque isto implica sempre mais do que um dia. São dois ou três dias de deslocação e é preciso que não haja tempestades que impeçam as viagens”, alertou o secretário geral da FNE, João Dias da Silva, em declarações à agência Lusa.

No que respeita aos professores colocados no estrangeiro, estes “estão obrigados a vir realizar a prova a Portugal pagando do seu bolso a deslocação e as estadias necessárias”, referiu o dirigente sindical, dando exemplos de docentes que estão na África do Sul, Estados Unidos, Namíbia, ou nas escolas portuguesas em Maputo, Luanda, Alemanha, Luxemburgo ou Suíça.

“A própria distribuição geográfica das localidades onde as provas se vão realizar faz com que os candidatos mesmo da região do continente tenham que percorrer grandes distâncias para realizar a prova”, acrescentou João Dias da Silva.

A FNE reprova ainda o facto de o aviso definir que não será devolvido o dinheiro da inscrição da prova a quem falte por motivo que lhes seja imputável.