Movimento pela justiça climática anuncia próximas ações para “travar a destruição”

12 de fevereiro 2023 - 15:44

Na semana em que o Secretário Geral da ONU afirmou que “precisamos de disrupção para parar a destruição”, o Movimento pela Justiça Climática encontrou-se em Coimbra no 8º Encontro Nacional por Justiça Climática e anunciou as suas ações para 2023.

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Foto divulgada pelo Movimento pela Justiça Climática.

Em comunicado de imprensa, são enumeradas as iniciativas para o presente ano: Greve Climática Global dia 3 de março; Ocupações pelo Fim ao Fóssil a partir de 26 de abril; ação de massas no Terminal de Gás em Sines a 13 de maio; ação judicial contra o Estado Português; e manifestação a 25 de março contra as hidráulicas no Rio Tejo.

As ações foram delineadas no Encontro Nacional pela Justiça Climática, organizado pela primeira vez fora de Lisboa. O Departamento de Física da Universidade de Coimbra juntou mais de 300 participantes, além de dezenas de organizações envolvidas.

Os ativistas explicam que as prioridades delineadas para o início 2023 pelo Movimento pela Justiça Climática incluem “a luta contra o aumento do custo de vida a par da crise climática, e travar a exploração de combustíveis fósseis e aposta em falsas soluções”. E o movimento promete fazê-lo “radicalizando e diversificando tática”.

“Contra o aumento do custo de vida e o colapso climático, a Greve Climática Estudantil (GCE) Lisboa e a plataforma de ação Parar o Gás lançaram as datas das próximas ações, com as reivindicações de fim aos combustíveis fósseis até 2030 e 100% de eletricidade renovável e acessível para todas as famílias até 2025”, lê-se na missiva.

A greve climática global de dia 3 de março, com partida na Alameda (Lisboa), às 10h é convocada pela Greve Climática Estudantil. Irão ainda decorrer ainda novas ocupações pelo fim ao fóssil a partir de dia 26 de abril, prometendo “ocupar o dobro de escolas e levar a luta para fora de Lisboa”.

No dia 25 do mesmo mês, a ProTejo promove uma manifestação, em Lisboa, contra a proposta de construção de mais infraestruturas hidráulicas convencionais no rio Tejo.

Já em abril, iniciar-se-á “a primeira ação judicial do Último Recurso contra o Estado Português, baseado no incumprimento da defesa da Lei de Bases do Clima”.

A Plataforma Parar o Gás convoca todas as pessoas para a ação "mais disruptiva e criativa" alguma vez vista em Portugal, a acontecer a 13 de maio. O plano é juntar centenas de pessoas e travar o funcionamento da entrada principal de gás fóssil em Portugal - o terminal de GNL no Porto de Sines. O Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, foi convidado a juntar-se a esta iniciativa.

“As crises em que vivemos não podem ser normalizadas”, afirma Carolina Falcato, do Climáximo.

“Precisamos de encontrar a coragem dentro do susto para as combater, mas apenas o podemos fazer em conjunto. Todas as pessoas precisam de se mobilizar e participar em ações que criem ‘disrupção para parar a destruição’ climática”, acrescenta.