Molaflex impõe horário completo em lay off e contrata de forma mais precária trabalhadores que despediu em março

11 de junho 2020 - 19:20

A denuncia do portal despedimentos.pt apela à intervenção da ACT, “fiscalizando a conduta da empresa no recurso aos apoios públicos” e “no respeito pelos direitos laborais ou no recurso abusivo aos vínculos precários”

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Molaflex, Imagem do portal despedimentos.pt

A administração da Molaflex, empresa de produção de colchões sediada em Santa Maria da Feira, está a impor o cumprimento de horário completo de trabalho ao mesmo tempo que recorre a apoios públicos por via do lay off, segundo denúncias divulgadas pelo portal despedimentos.pt. Parte dos trabalhadores encontra-se em lay off por suspensão do contrato de trabalho e outra parte em redução de horário. A empresa consegue assim manter trabalhadores a cumprir 40 horas por semana, indevidamente a auferir menos salário, com a segurança social a cobrir, também indevidamente, parte da remuneração efetivamente paga.

Segundo o portal despedimentos.pt a empresa incorreu em mais abusos, pois durante o mês de março despediu 150 pessoas, antes de recorrer ao lay off simplificado, e agora voltou a contratar os mesmos trabalhadores por intermédio de uma empresa de trabalho temporário que lhes subtraiu direitos. Acusam a empresa de exigir que os trabalhadores não realizem o registo biométrico, procurando eliminar as evidências da sua vinculação à empresa e numa clara desigualdade de tratamento, situação anteriormente divulgada pela organização distrital de Aveiro do Bloco de Esquerda.

“Têm sido várias as situações de aproveitamento ilícito de verbas públicas, que supostamente deveriam proteger o emprego, mas são simplesmente canalizadas para aumentar os lucros das empresas”, pode ler-se no denúncia do pomolaflexrtal, onde se considera que “a Autoridade para as Condições do Trabalho deve atuar, quer fiscalizando a conduta da empresa no recurso aos apoios públicos, quer no respeito pelos direitos laborais ou no recurso abusivo aos vínculos precários”.