Secretários de Estado criaram buraco de mais de 800 milhões de euros

22 de abril 2013 - 1:10

O jornal “Público” noticia que a saída de Paulo Braga Lino e Juvenal Silva Peneda de secretários de Estado está relacionada com a celebração de contratos de cobertura de financiamentos na empresa pública Metro do Porto, que abriram um buraco que ascende a mais de 800 milhões de euros.

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Segundo a edição online do jornal “estes produtos, designados por swaps, abriram um “buraco” que ascende a mais de 800 milhões de euros nas contas da transportadora. O mesmo tipo de contratos foi usado em 14 outras empresas do Estado”.

Segundo a edição online do jornal a aquisição de produtos financeiros, designados por swaps, "abriram um buraco que ascende a mais de 800 milhões de euros nas contas da transportadora. O mesmo tipo de contratos foi usado em 14 outras empresas do Estado".

O até então Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Braga Lino, que será substituído no cargo por Berta Cabral, ex-candidata presidencial do PSD/Açores, foi um dos responsáveis pela contratação destes produtos de risco na empresa pública Metro do Porto, onde ocupou o cargo de diretor administrativo e financeiro entre 2006 e 2011.

Os quinze swaps da Metro do Porto, foram contratados entre 2003 e 2009 e a negociação com os bancos era feita pela direção financeira, pelouro que Braga Lino dividia com Mário Coutinho dos Santos, atual diretor da Efacec nos EUA, avança o diário.

Apesar da celebração destes contratos de cobertura ser uma responsabilidade dos cargos hierarquicamente superiores, quem lhes dá seguimento num primeiro nível é a comissão executiva da empresa pública. Na altura, o até então Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, Juvenal Silva Peneda, era um dos membros deste órgão.  

O “Público” informa ainda que Silva Peneda foi administrador executivo da empresa entre 2004 e 2008. Foi ainda presidente da STCP (2003 a 2006), outra empresa transportadora do Estado que até setembro de 2012 tinha dois swaps ativos com potenciais perdas avaliadas em 107,2 milhões de euros.