Metro do Porto: greve a 100% mas sem efeito devido aos serviços mínimos

05 de maio 2008 - 13:23
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Metro do PortoA greve dos trabalhadores do Metro do Porto está a ter uma adesão de cem por cento, mas segundo declarou o presidente do Sindicato dos Maquinistas (SMAQ), Ilídio Pinto, à agência Lusa: "Os efeitos são quase nulos, porque o Governo está a fazer o frete à entidade patronal, requisitando 83 trabalhadores para cumprir os serviços mínimos". O SMAQ vai contestar em tribunal o despacho do governo.

Os trabalhadores do Metro do Porto estão em greve hoje e até ao próximo Sábado às 5 horas. A greve foi convocada porque a Trandev, a empresa operadora do Metro do Porto, interrompeu as negociações sobre o acordo de empresa e o regulamento de carreiras.

Em dias normais estariam a trabalhar 130 trabalhadores, os serviços mínimos decretados pelo governo requisitaram 83 trabalhadores. Segundo Ilídio Pinto, "O tempo de passagem poderá ser mais espaçado, mas como os veículos andam duplos, os passageiros vão sendo escoados".

A Transdev suspendeu, há cerca de uma semana, "todas as relações" com o Sindicato dos Maquinistas, acusando o sindicato de promover "campanha fortíssima de desinformação" e "intimidação". Perante esta decisão, o SMAQ, em que estão filiados 180 dos 200 maquinistas do Metro do Porto, convocou a greve para esta semana, avisou já que a próxima luta será entre 13 de Maio e 13 de Junho com greve ao trabalho extra e declarou que continuará com os protestos até que a empresa aceite negociar.