O Conselho Nacional da Esquerda Republicana Catalã (ERC) reuniu esta quinta-feira para dar luz verde à viabilização do governo de coligação PSOE/Unidas Podemos e pouco depois o PSOE e a ERC enviavam o texto à imprensa, sem nenhum ato público conjunto convocado para o efeito.
[NOTÍCIA] @Esquerra_ERC aconsegueix una mesa de negociació entre governs per abordar el conflicte polític que acabarà amb una consulta a la ciutadania de Catalunya
Consulta el document aquí https://t.co/FrUDxWIMwl
— Esquerra Republicana (@Esquerra_ERC) January 2, 2020
O acordo determina a criação de uma “mesa bilateral de diálogo, negociação e acordo para a resolução do conflito político” entre a Catalunha e o Estado espanhol, composta por figuras nomeadas pelos dois governos de forma paritária. Quanto ao calendário de trabalho, apenas se sabe que o início será até quinze dias após o governo tomar posse.
PSOE e Unidas Podemos apresentam programa da “coligação progressista” no governo
Segundo o texto divulgado por ambos os partidos, as medidas saídas deste acordo serão submetidas “a validação democrática através de consulta à cidadania da Catalunha”.
A abstenção dos treze deputados da ERC no parlamento espanhol é decisiva para a maioria necessária na segunda votação da investidura do novo governo, que deverá ter lugar na próxima terça-feira. Logo após o anúncio deste acordo, a presidente do Congresso espanhol, Meritxell Batet, convocou o plenário para o próximo sábado, domingo e terça-feira. Tudo indica que a primeira votação possa ter lugar no domingo, a tempo de os deputados partirem depois para os festejos da noite de Reis.
Esta sexta-feira, o PSOE vai continuar a somar apoios por entre os partidos representados no parlamento, com anúncios previstos por parte do Nueva Canarias, Compromís e Teruel Existe, depois de no início da semana ter fechado um acordo com o Partido Nacionalista Basco. Apoios a que se somarão os da esquerda nacionalista galega do BNG e basca do EH Bildu para viabilizar o governo. Mas também há uma baixa entre os apoios já declarados: segundo o El Periódico, após conhecer o acordo entre PSOE e ERC, o Partido Regionalista da Cantábria anunciou que afinal o seu deputado único no Congresso votará contra a investidura de Pedro Sánchez.