Mega-fogos nas Canárias e no Canadá

18 de agosto 2023 - 19:32

Em Tenerife vive-se um dos incêndios mais complicados “dos últimos 40 anos”. No Canadá, a capital dos Territórios do Nordeste, Yellowknife, está ameaçada e tem ordem de evacuação. Dezenas de milhares de pessoas estão a ser obrigadas a abandonar as suas casas.

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Avião de combate a incêndios. Imagem do El Salto.
Avião de combate a incêndios. Imagem do El Salto.

São escalas diferentes mas em ambos os casos impressionantes. Grandes incêndios estão a atingir as Canárias, nomeadamente a ilha de Tenerife, e o Canadá, obrigando a deslocar populações e a ser aplicados fortes meios no seu combate.

Na ilha canária, o incêndio, que começou na noite de terça-feita, afetou já quase 4.000 hectares, chegando a nove concelhos. 4.500 pessoas foram obrigadas a evacuar as suas casas desde quinta-feira enquanto que 1.700 permaneciam em confinamento.

Fernando Clavijo, presidente do governo das Canárias reconhecia na manhã desse dia que a situação era complexa, estava “sem controlo”, referindo ser um dos incêndios mais complicados dos últimos 40 anos.

Na mesma conferência de imprensa, a meteoróloga Vicky Palma declarou que se estava perante um incêndio “como nunca tínhamos visto nas Canárias” dada a coluna de fumo recorde e a difusão das chamas.

Na Television Canaria, Juan Guzman, um engenheiro florestal da região, culpou, para além das alterações climáticas, o abandono rural que se seguiu à viragem das Canárias para o turismo afirmando que “as florestas abandonadas acumulam material combustível. Infelizmente… os fogos vão passar a ser cada vez mais frequentes”.

Territórios do Nordeste do Canadá com 236 fogos ativos

O relevo da zona, feita de ravinas, e as condições climatéricas têm dificultado o combate às chamas por parte de 250 especialistas e 17 meios aéreos mas até agora tem-se conseguido que não atinjam populações. À hora a que esta notícia foi redigida, o avanço do fogo estava a desacelerar.

Nos Territórios do Nordeste do Canadá é a própria capital da região Yellowknife que está em risco tendo sido dada ordem de evacuação até ao meio dia. Muitas pessoas saem da cidade pelos seus próprios meios, atravessando a autoestrada que está cercada por fogo, outros são transportados de avião. 10 voos foram feitos já na quinta-feira, levando cerca de 1.500 pessoas, 22 outros voos estavam previstos para esta sexta-feira.

A frente de fogos tem 1,670 quilómetros quadrados e avança no sentido da cidade de 20.000 habitantes. Este avanço está agora a ser lento, com o fogo a cerca de 15 quilómetros da cidade mas os ventos podem fazer com que atinja a zona urbana no fim de semana. O responsável pelo departamento de informação sobre incêndios da região, Mike Westwick, disse à Canadian Broadcasting Corp que “os próximos dois dias são absolutamente críticos”.

No total, os Territórios do Noroeste têm 46.000, estima-se que perto de 65% seja obrigada a sair de suas casas.

Noutra cidade, Kelowna, na Colúmbia Britânica, a 300 quilómetros a leste de Vancouver, que tem perto de 150.000 habitantes, foi declarado o estado de emergência esta sexta-feira, tendo o fogo saltado o lago Okanagan e chegado a partes da cidade. Os habitantes foram aconselhados a estar preparados a abandonar as suas casa a qualquer momento de acordo com as autoridades municipais.

As equipas de combate aos incêndios estão a abrir com bulldozers espaços para quebrar os fogos e têm utilizando retardante e água e estudam a possibilidade de recorrer a contra-fogos.

A época de fogos atual é considerada a pior de que há registo no Canadá, havendo de momento mais de 1.000 incêndios ativos, 236 nos Territórios do Nordeste onde arderam mais de dois mil hectares de terra. O tempo anormalmente seco e as altas temperaturas são também aí citadas com fatores determinantes para o problema.

São escalas diferentes mas em ambos os casos impressionantes. Grandes incêndios estão a atingir as Canárias, nomeadamente a ilha de Tenerife, e o Canadá, obrigando a deslocar populações.

Na ilha canária, o incêndio que começou na noite de terça-feita afetou já quase 4.000 hectares, chegando a nove concelhos, e 4.500 pessoas foram obrigadas a evacuar as suas casas desde quinta-feira enquanto que 1.700 permaneciam em confinamento.

Fernando Clavijo, presidente do governo das Canárias reconhecia na manhã desse dia que a situação era complexa, estava “sem controlo”, referindo ser um dos incêndios mais complicados dos últimos 40 anos.

Na mesma conferência de imprensa, a meteoróloga Vicky Palma declarou que se estava perante um incêndio “como nunca tínhamos visto nas Canárias” dada a coluna de fumo recorde e a difusão das chamas.

Na Television Canaria, Juan Guzman, um engenheiro florestal da região, culpou, para além das alterações climáticas, o abandono rural que se seguiu à viragem das Canárias para o turismo afirmando que “as florestas abandonadas acumulam material combustível. Infelizmente… os fogos vão passar a ser cada vez mais frequentes”.

O relevo da zona, feita de ravinas, e as condições climatéricas têm dificultado o combate às chamas por parte de 250 especialistas e 17 meios aéreos mas até agora tem-se conseguido que não atinjam populações. Há hora a que esta notícia foi redigida, o avanço do fogo estava a desacelerar.

Nos Territórios do Nordeste do Canadá é a própria capital da região Yellowknife que está em risco tendo sido dada ordem de evacuação. A frente de fogos tem 1,670 quilómetros quadrados e avança no sentido da cidade de 20.000 habitantes.

As equipas de combate aos incêndios estão a abrir com bulldozers espaços para quebrar os fogos e têm utilizando retardante e água e estudam a possibilidade de recorrer a contra-fogos.