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May adia voto sobre Brexit

May admite que perderia a votação por uma “margem significativa”. A reintrodução de uma fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte é um dos pontos mais críticos. Corbyn fala em desespero do governo.
Foto de Sonsoles Barutell/Flickr

A primeira-ministra britânica Theresa May fez uma declaração para explicar a decisão de adiar a votação do Brexit no parlamento. Nessa declaração, afirma que há “um amplo apoio a muitos dos aspetos chave do negócio” mas que num em particular, a questão da Irlanda do Norte, “permanece uma preocupação profunda e muito difundida.”

Segundo a primeira-ministra, de ambos os lados da fronteira irlandesa ninguém quer o “retorno a uma fronteira dura” e esta Câmara “deve ouvir essas pessoas, porque a nossa União apenas vai persistir com o seu consentimento.”

May referiu ainda que vai levar estas preocupações de novo aos líderes europeus e que não acredita que nenhuma das alternativas, segundo referendo, permanecer na UE sem novo referendo ou saída não negociada, “seja maioritária nesta Câmara”.

Terminou a sua intervenção declarando que “este é o acordo certo para a Grã-Bretanha” porque “dá-nos controlo das nossas fronteiras, do nosso dinheiro e das nossas leis. Protege empregos, segurança e a nossa União.”
Em resposta o líder trabalhista, Jeremy Corbyn escreveu no twitter que “o governo decidiu que o acordo de Brexit de Theresa May é tão desastroso que tomou o passo desesperado de adiar a sua votação na décima primeira hora.”

Corbyn é duro ao classificar este como “o pior de todos os negócios” e ao afirmar que “não temos um governo funcional, os serviços públicos estão num ponto de rutura e as nossas comunidades sofrem de um terrível sub-investimento.”

 

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