Mariana Mortágua: “É urgente acabar com o massacre na Faixa de Gaza”

29 de outubro 2023 - 17:08

Milhares de pessoas juntaram-se no Martim Moniz, em Lisboa, numa marcha por um cessar fogo imediato e por uma Palestina independente. Mariana Mortágua frisou que Israel comete um “crime de guerra”: “Não é defesa, é uma punição coletiva ao povo palestiniano que não podemos suportar”.

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Foto de Ana Mendes.

A manifestação contra a guerra e o massacre, pela paz no Médio Oriente e uma Palestina independente teve início pelas 15h30 na Praça Martim Moniz, juntando milhares de pessoas.

Os manifestantes pediram um cessar-fogo imediato para "impedir uma ainda maior e terrível tragédia na Faixa de Gaza", tal como referia a convocatória feita pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses e pelo Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino.


Ver fotogaleria da Manifestação em Lisboa contra o massacre na Palestina


Os manifestantes marcharam até à Praça do Município empunhando bandeiras e lenços palestinianos, cartazes com nomes de vítimas do massacre em Gaza ou a pedir o “Fim à ocupação”.

Pessoas de várias faixas etárias e proveniências geográficas, inclusive membros da comunidade palestiniana em Portugal, entoaram várias palavras de ordem como “Palestina resiste, Palestina vencerá” ou “Palestina livre”.

 

Várias foram as organizações que marcaram presença no protesto. “Por uma Palestina livre e independente”; Paz sim, guerra não!”; “Fim à Ocupação, Cessar fogo já”; “Fim do apartheid, Palestina livre”; Fim do bloqueio a Gaza”; “Paz no Médio Oriente, Palestina Independente” são algumas das frases presentes nas inúmeras faixas trazidas para este protesto.

 

"Estamos aqui para fazer nossas as palavras de António Guterres"

O Bloco de Esquerda associou-se a esta manifestação, com faixa própria onde se lia “Boicote ao apartheid israelita”.

"Estamos aqui para fazer nossas as palavras de António Guterres", referiu Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda.

“É urgente um cessar fogo, é urgente que se respeite o direito internacional, é urgente acabar com este massacre”, frisou.

Mariana Mortágua afirmou-se em choque com os milhares de crianças mortas, bem como com as mortes de representantes da ONU, jornalistas, civis inocentes.

De acordo com a dirigente bloquista, estamos perante “um massacre, um genocídio”. “Isto não é defesa, é um crime internacional, é o total desrespeito pelo direito internacional”, vincou.

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Mariana Mortágua assinalou que, à semelhança do que acontece um pouco por todo o mundo, esta manifestação visa “apelar à paz, a um cessar fogo, ao respeito pelo direito internacional” e também manifestar solidariedade com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres que “tem apelado a este cessar fogo, à paz, e que tem alertado para as inúmeras vítimas deste massacre, desta política de genocídio que Israel tem levado a cabo contra a Faixa de Gaza e contra o povo palestiniano”.

A coordenadora do Bloco reiterou que Israel comete um “crime de guerra”: “Não é defesa, é uma punição coletiva ao povo palestiniano que não podemos suportar”, enfatizou.

Mariana Mortágua afirmou ainda que “só o respeito pela autodeterminação do povo palestiniano poderá criar as condições para a paz e são esses os passos que Israel deve dar neste momento”.