"Isto não é cultura. Isto é tortura, é violência gratuita sobre os animais e representa um retrocesso civilizacional num concelho e num distrito sem qualquer ligação a touradas", referiu o dirigente bloquista.
Segundo Pedro Filipe Soares, o que está em causa é "a tentativa de introduzir em Estarreja uma prática que não é tradição no concelho nem tem qualquer ligação à sua cultura".
"O sofrimento de um animal não pode ser um espetáculo", frisou o líder parlamentar do Bloco, adiantando que “num país de 'fome cultural' como o nosso, qualquer coletividade tem formas melhores de promover atividades para angariação de fundos para a sua atividade".
Os manifestantes, que empunharam cartazes onde se lia "A tortura animal vai ser crime em Portugal" e gritaram palavras de palavras de ordem como "Sofrimento animal não é programa cultural" e "Toureiros e forcados - a vergonha nacional", criticaram também o efeito que as touradas têm na "construção educacional" das crianças e dos jovens.
A organização da tourada, que teve lugar este domingo pelas 16h, foi da responsabilidade do criador de cavalos José Gouveia, porta-voz da Associação Desportiva de Santiais.