Presidenciais

“Magistratura de influência é estar ao lado das populações”

28 de dezembro 2025 - 18:28

Catarina Martins regressou à freguesia de Aveiro onde há doze anos apoiou a luta da população para manter a extensão de saúde. E defendeu que hoje “não podemos ter um país de coração nas mãos sem saber se vai ter acesso à saúde quando precisa”.

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Catarina Martins no lanche com a população em Mamodeiro, Aveiro.
Catarina Martins no lanche com a população em Mamodeiro, Aveiro. Foto de Bruno Moreira

Catarina Martins aceitou o convite da população da freguesia aveirense de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz para um lanche que se realizou em Mamodeiro. Foi ali que há 12 anos, ainda a freguesia de Nossa Senhora de Fátima não tinha sido unida às outras duas, a população contestou a ameaça do Governo de encerrar a extensão de saúde. Uma luta que Catarina acompanhou enquanto deputada e que agora dá como exemplo de que vale a pena lutar: “a população mobilizou-se, a extensão de saúde não fechou e veio um médico de família”, recordou.

“Quando se fecham os centros de saúde, as pessoas são obrigadas a ir às urgências. E quando fecham as urgências, as pessoas ficam sem nenhuma porta onde ir bater”, prosseguiu a candidata presidencial, defendendo que “não podemos ter um país de coração nas mãos sem saber se vai ter acesso à saúde quando precisa”.

Para Catarina Martins, esta é que é a magistratura de influência: “não é o jogo partidário, é estar ao lado das populações Foi o que fiz toda a minha vida”.

Os jornalistas queriam saber a opinião da candidata sobre a data da próxima reunião do Conselho  de Estado coincidir com a campanha e Catarina disse apenas esperar que os candidatos presentes na reunião não a confundam com a campanha eleitoral. Mas considerou o tema um “assunto lateral”, contrapondo que “em vez da espuma dos dias, a campanha eleitoral deve ser sobre os problemas que as pessoas sentem”, com o estado do SNS a cabeça. “Se a maior crise que o povo está a sentir é a Saúde, é preciso que o Presidente da República saiba falar deste tema”, acrescentou.  

“O problema da saúde é um problema estrutural porque Portugal tem médicos e enfermeiros suficientes, não os tem é no SNS”, afirmou Catarina, por entre críticas à ministra que “prometeu resolver tudo em 60 dias e não resolveu nada”, mas também à “ex-secretária de Estado da saúde que não fez nada quando lá estava e agora foi premiada a trabalhar par o Metropolitano de Lisboa a ganhar mais do que ganhava a anterior administração”.

“O Governo foi incapaz de dar resposta à saúde e anda a tratar da vida dos seus”, lamentou a candidata.