O deputado do Bloco na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM) lembra que, no passado dia 19 de dezembro de 2023, a empresa de audiovisual “Full Zoom” informou, telefonicamente, os seis trabalhadores a recibos verdes que a, partir de 31 de dezembro, não pretendia contar mais com os seus serviços.
Em causa estão quatro operadores de câmara, um editor de imagem e um operador de som que, há largos anos, prestam serviço na RTP Madeira, subcontratados àquela empresa.
Roberto Almada assinala que, ainda assim, a RTP Madeira continuou a marcar serviço a estes trabalhadores, que continuaram, até aqui, a assegurar os programas diários da Televisão Pública regional.
O dirigente bloquista explica que, entretanto, em conversa informal, o diretor da RTP Madeira ter-lhes-á comunicado que deveriam “passar recibo verde por outra empresa externa à RTP” ou então teriam que “criar uma empresa” com a mesma finalidade. E que, se não cumprissem essas condições, não poderiam continuar na RTP.
No entanto, e até agora, nada mudou, com os trabalhadores a continuarem a “cumprir com todo o profissionalismo” os serviços que lhes são atribuídos, o que tem “permitido assegurar a programação do canal sem quaisquer constrangimentos”, refere Roberto Almada.
Conforme detalha o deputado da ALRAM em nota divulgada à imprensa, esta quinta-feira, dia 18, a situação teve novos desenvolvimentos. O editor de imagem e o operador de som foram informados pela direção da RTP Madeira que, a partir desta data, não lhes seria destinado qualquer serviço.
Os restantes quatro trabalhadores em situação idêntica ficaram em sobressalto, na expectativa de saber quando serão todos dispensados de prestar serviço na RTP Madeira.
Perante a “situação difícil e aflitiva por que passam estes trabalhadores”, Roberto Almada entregou na Assembleia Legislativa da Madeira um voto de solidariedade para com estes profissionais. No documento, lamenta “a situação de precariedade laboral que, durante tanto tempo, suportaram”, fazendo votos que “a direção da RTP Madeira seja capaz de solucionar este grave problema laboral, através da integração destes profissionais no grupo RTP”.