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Lisboa: Bloco quer reconverter Academia Militar em habitação e espaços verdes

Beatriz Gomes Dias apresentou o projeto do Bloco para “devolver à cidade” o espaço de 77 mil metros quadrados, com uma residência universitária, casas com renda acessível, equipamentos desportivos, polo cultural e jardim.
Beatriz Gomes Dias. Foto de Ana Mendes.

A campanha do Bloco em Lisboa apresentou esta quarta-feira o plano para a reconversão do espaço onde se situa a Academia Militar, na freguesia de Arroios. O plano "Arroios em Comum" para aquela zona da cidade passa por criar uma residência universitária com 200 quartos, um programa de renda acessível com 200 fogos de habitação na Academia Militar, o resgate de 91 fogos ao programa público-privado de renda acessível na Rua Gomes Freire, a instalação de um polo cultural e museológico no Palácio da Bemposta, a par de espaços verdes e equipamentos desportivos.

Beatriz Gomes Dias afirma que os 50 milhões de euros que este projeto custa podem ser financiados pelo orçamento camarário e pela mobilização de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, em articulação com o Governo. A mesma articulação será necessária para deslocar os serviços ali existentes para outras academias.

“Precisamos de uma grande quantidade de habitação a preços acessíveis. O nosso projeto autárquico defende 10 mil casas de renda acessível na cidade de Lisboa. Quantos mais projetos existam para aumentar essa bolsa de alojamento, melhor será a regulação do mercado de arrendamento e mais pode baixar o preço do arrendamento”, afirmou a candidata bloquista à agência Lusa.

Questionada sobre a exequibilidade do projeto numa Câmara liderada por Fernando Medina, a candidata lembrou que “muitas das propostas que pareciam impossíveis quando as apresentámos tornaram-se possíveis, foram incluídas no programa de Governo e foram executadas”, graças ao acordo estabelecido no início do atual mandato entre o Bloco e o PS, o que não aconteceria se este partido tivesse obtido a maioria absoluta no executivo municipal.

Um dos exemplos foi a limitação do alojamento local na cidade, que o PS começou por recusar. “Há uma convergência de posições, o diálogo está a desenvolver-se e esta convergência, na minha opinião, irá continuar no próximo mandato”, concluiu Beatriz Gomes Dias.

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