Bernardo Cardoso, de apenas 18 anos, ficou com queimaduras em 55% do corpo quando combatia um incêndio em São Marcos/Muna, no concelho de Tondela, que causou também a morte a Cátia Pereira Dias, bombeira da mesma corporação.
No mesmo dia em que foi noticiada a morte de Cátia realizou-se o funeral de Bernardo Figueiredo, de 23 anos, da corporação do Estoril (Cascais), vítima de outro incêndio, igualmente no concelho de Tondela.
No dia 22 de agosto, a jovem Ana Rita Pereira, de 24 anos, pertencente à corporação de Alcabideche (Cascais), sucumbiu às chamas na Serra do Caramulo.
Em julho registaram-se as primeiras mortes: António Nuno Ferreira, de 45 anos, não resistiu às queimaduras sofridas num incêndio em Miranda do Douro, e Pedro Miguel Rodrigues, de 40 anos, morreu em serviço perto da localidade de Peso, concelho da Covilhã.
Encontram-se ainda internados em estado grave quatro bombeiros – um no Hospital da Prelada e três no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
Até ao final de agosto, os incêndios florestais consumiram uma área de 94.155 hectares, mais 25% do que em igual período de 2012, tendo-se registado valores superiores às médias dos últimos 10 anos, quer no número de ocorrências quer da correspondente área ardida mensal, segundo avançou esta terça feira o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Em agosto registaram-se 7.283 ocorrências de fogo, cerca de 52% do total, que se traduziram em 72.284 hectares ardidos, cerca de 77% da área consumida pelas chamas até à data.
Porto (4.339), Braga (1.447) e Viseu (1.385) foram os distritos com maior número de ocorrências. Viseu é o distrito com maior área ardida - cerca de 27.655 hectares, seguindo-se Bragança e Vila Real com 18.307 e 18.175 hectares ardidos, respetivamente.