Crimes de guerra

Israel lançou bombas de fósforo branco sobre zona residencial no Líbano

09 de março 2026 - 11:06

A Human Rights Watch confirmou o uso desta substância química, cujo uso militar é proibido em zonas habitadas, no ataque de 3 de março a Yohmor, no Sul do Líbano.

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Imagem do ataque isralita com fósforo branco em zona residencial no Líbano
Imagem do ataque isralita com fósforo branco em zona residencial no Líbano divulgada pela Human Rights Watch

A Human Rights Watch acusou esta segunda-feira o exército israelita de ter disparado munições com fósforo branco no ataque de 3 de março à cidade de Yohmor, no Sul do Líbano, atingindo uma zona residencial.

A ONG diz ter verificado e geolocalizado sete imagens divulgadas nas redes sociais que mostram as bombas de fósforo branco a cair sobre uma zona residencial da cidade e a resposta da proteção civil aos incêndios que se seguiram.

O Eixo do Caos

por

Alberto Toscano

07 de março 2026

“O uso ilegal de fósforo branco pelo exército israelita em áreas residenciais é extremamente alarmante e terá consequências terríveis para os civis”, afirmou Ramzi Kaiss, investigador do Líbano na Human Rights Watch. “Os efeitos incendiários do fósforo branco podem causar a morte ou ferimentos cruéis que resultam em sofrimento para o resto da vida.”

O fósforo branco é uma substância química dispersa em projéteis de artilharia, bombas e foguetes que se inflama quando exposto ao oxigénio. Pode incendiar casas, áreas agrícolas e outros objetos civis. De acordo com o direito internacional humanitário, o uso de fósforo branco em explosões aéreas é ilegal em áreas povoadas e não cumpre a exigência legal de tomar todas as precauções possíveis para evitar danos a civis, acrescenta a ONG.

O uso de fósforo branco nos ataques israelitas no sul do Líbano já tinha sido denunciado pela Human Rights Watch entre outubro de 2023 e maio de 2024. A ONG diz que os militares israelitas têm munições alternativas com o mesmo efeito de diminuir a visibilidade das suas forças e que reduzem substancialmente os danos para a população civil. E por isso apela ao fim do seu uso e à suspensão das vendas de armas e assistência militar a Israel.

Israel

Estamos em guerra, logo existimos

por

Orly Noy

05 de março 2026

Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelitas desde o início de março já provocaram a morte  de 217 pessoas no país e centenas de milhares de deslocados. Os militares israelitas emitiram ordens de evacuação para toda a população libanesa a sul do rio Litani e para todos os habitantes dos subúrbios do sul de Beirute, que são ao todo centenas de milhares.

“A natureza generalizada das ordens de deslocamento das forças armadas israelitas levanta preocupações de que o seu objetivo principal não seja proteger civis, mas sim espalhar terror e pânico, especialmente no contexto do recente deslocamento em grande escala de civis no Líbano, aumentando os riscos graves de crimes de guerra de deslocamento forçado, afirmou a Human Rights Watch.