A proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos da América entre o governo de Israel e o Hezbollah foi aprovada esta terça-feira, apesar de apenas horas antes as Forças de Defesa Israelita terem bombardeado intensamente Beirute e executada uma incursão na fronteira norte do Líbano.
O acordo entrará em vigor na quarta-feira e prevê o desarmamento do sul do Líbano no prazo de 60 dias, nos quais as Forças de Defesa Israelitas devem retirar-se da zona e as forças do Hezbollah deverão também deslocar-se para uma posição a norte do rio Litani, segundo avança o Público.
A acompanhar as retiradas estará a Força Interina das Nações Unidas no Líbano, que tem sido atacada repetidamente pelas forças israelitas. Deverá ser criado um organismo internacional para acompanhar o cumprimento do acordo, mas esse organismo será encabeçado pelos Estados Unidos da América, e participado pelo Reino Unido, Alemanha, França e apenas um país árabe, ainda por definir. Depois do prazo de sessenta dias, Israel e Líbano devem negociar a demarcação da fronteira entre os dois países.
Será difícil de prever se Israel cumprirá o acordo ou se continuará a bombardear o Líbano, como fez até há poucas horas, e a disparar sobre as forças das Nações Unidas.
Apesar do acordo entre Líbano e Israel, não há um cessar-fogo à vista em Gaza, onde já se contam os mortos pelas dezenas de milhares, vítimas do genocídio levado a cabo pelo Estado israelita e pelas Forças de Defesa Israelitas.