Enquanto é julgado por corrupção, o primeiro-ministro israelita anunciou este domingo que o seu governo pretende duplicar a população de colonos nos Montes Golã, ocupados à Síria desde 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, e anexados formalmente em 1981. Investirá para essa finalidade onze milhões de dólares.
O chefe do executivo sionista de extrema-direita justificou a medida dizendo que “fortalecer os Golã é fortalecer o Estado de Israel e é especialmente importante nesta altura. Vamos continuar a mantế-los, vamos fazê-los florescer e assentar-nos neles.”
Calcula-se que estejam nesta altura a colonizar os Montes Golã perto de 31.000 israelitas.
Israel aproveitou o momento do derrube de Assad para invadir uma zona desmilitarizada em território sírio e fazer uma campanha de destruição sistemática de instalações militares do país vizinho. Netanyahu diz que o objetivo é “frustrar potenciais ameaças da Síria e impedir a tomada de controlo de elementos terroristas perto da nossa fronteira”.
O novo Governo sírio exige a retirada do seu território. Abu Mohammed al-Jolani, dirigente do grupo fundamentalista islâmico Hayat Tahrir al-Sham que detém o poder em Damasco, contraria as justificações do sionista dizendo que são falsos pretextos, mas indica ao mesmo tempo que a tarefa central é a reconstrução e que não está interessado numa guerra contra Israel.
Já esta segunda-feira, Israel está a atacar alvos militares na região costeira de Tartus. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos diz que são os “ataques mais fortes” na zona desde que Israel iniciou o bombardeamento desta região em 2012.
O anúncio surge nas vésperas de Donald Trump voltar a assumir a presidência dos EUA. Em 2019 Trump tinha declarado apoio à soberania israelita sobre os Montes Golã. E depois de uma nova conversa com ele que o primeiro-ministro israelita apresentou como “muito amigável, calorosa e importante”, também se falou, na versão de Netanyahu, sobre “a necessidade de completar a vitória de Israel”.
Gaza: mais de 45.000 mil palestinianos assassinados pelo exército sionista
Ao mesmo tempo que Israel continua a quebrar frequentemente o acordo de cessar-fogo no Líbano e a atacar o Hezbollah, prossegue também a sua investida em Gaza.
O Ministério da Saúde de Gaza divulgou esta segunda-feira que o número confirmado de pessoas assassinadas pelo Estado sionista desde 7 de outubro superou os 45.000. Há ainda 106.962 feridos.
Desta lista passaram a constar no domingo os 20 palestinianos mortos, entre os quais crianças, em mais um ataque a uma escola gerida pela ONU, onde estavam refugiados em Khan Younis. E os 43 assassinados antes numa escola de Beit Hanoon. Para além de Ahmed al-Louh e cinco pessoas que trabalhavam nos resgates.
Nas últimas 24 horas, de acordo com as autoridades de saúde, foram confirmas as mortes de mais 52 palestinianos e 203 ficaram feridos.