Está aqui

Índia: Manifestantes na rua após violação em grupo

Após uma recente violação em grupo e o assassinato de uma jovem veterinária, houve várias manifestações na Índia, para além de debates no parlamento. Exigiram-se “investigações rigorosas” e julgamentos “rápidos e justos” para os acusados de violência sexual.
Fotografia: Divyakant Solanki

Em Nova Deli, Calcutá e Hyderabad, os manifestantes envergavam faixas com frases como “Que parte do 'não' não entendeste?” ou “Não há sexo sem consentimento”. A manifestação chamava a atenção para os ataques sexuais às mulheres, exigindo o seu término. Para mais, foram pedidas investigações “rigorosas e rápidas” nos casos de violência sexual, assim como julgamentos “rápidos e justos” para os acusados. A informação é da EFE, que cita a secretaria-geral da Pragatisheel Mahila Sangathan (Grupo de Mulheres Progressistas, em hindi), que esteve na convocatória do protesto.

A violação em grupo e o assassinato que desencadearam esta onda de protestos ocorreu em Hyderabad na semana passada. Quatro homens furaram as rodas da motocicleta da vítima e, enquanto fingiam ajudá-la a consertá-la, levaram-na à força para uma habitação, onde a violaram em grupo. A seguir, a jovem foi asfixiada, regada com gasolina e queimada.

O debate no parlamento indiano sobre o assunto foi tenso, havendo pedidos de ação rápida contra os culpados.

As leis contra agressões sexuais endureceram no país depois de uma jovem ter morrido após violação e tortura por seis homens num autocarro, em 2012.

Termos relacionados Internacional
(...)