O Fidesz - União Cívica Húngara, partido da direita populista do primeiro-ministro Viktor Orbán, que concorreu conjuntamente com o KDNP (Partido Popular Democrata Cristão), reúne 49% dos votos, conseguindo 133 dos 199 mandatos. A maioria de dois terços permite que ao partido alterar a Constituição.
Em segundo lugar surge o Jobbik – Movimento por uma Hungria Melhor, de extrema-direita, com 19,6% dos votos, alcançando 26 mandatos, mais dois do que em 2014. O líder do Jobbik, Gabor Vona, assumiu que o objetivo do seu partido, “de ganhar as eleições e forçar uma mudança no governo, não foi alcançado", pelo que apresentou a sua demissão.
Hungary, final election result (seats):
Total: 199
Fidesz/KNDP-EPP: 133 (+2)
Jobbik-NI: 26 (+2)
MSZP/P-S&D/G/EFA: 20 (-9)
DK-S&D: 9 (+5)
LMP-G/EFA: 8 (+2)
Independent: 1 (-1)
EGYÜTT-*: 1
MNOÖ-*: 1 (+1)Constitutional Majority: 133#Valasztas2018 #HungarianElections
— Europe Elects (@EuropeElects) 9 de abril de 2018
Também Gyula Molnár, o líder do Partido Socialista Húngaro (MSZP), que, de acordo como Europe Elects, regista o pior resultado desde 1990, anunciou o seu afastamento. A coligação encabeçada pelo MSZP não ultrapassa os 12,4%. Perde nove mandatos, ficando com 20 mandatos.
O Partido Verde da Hungria (LPM - A Política Pode Ser Diferente), de Bernadett Szél, obtém 7% (8 mandatos) e a Coligação Democrática (DK), do ex-primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany, reúne 5,6% dos votos (9 mandatos).
Hungary, final election result (seats):
Total: 199
Fidesz/KNDP-EPP: 133 (+2)
Jobbik-NI: 26 (+2)
MSZP/P-S&D/G/EFA: 20 (-9)
DK-S&D: 9 (+5)
LMP-G/EFA: 8 (+2)
Independent: 1 (-1)
EGYÜTT-*: 1
MNOÖ-*: 1 (+1)Constitutional Majority: 133#Valasztas2018 #HungarianElections
— Europe Elects (@EuropeElects) 9 de abril de 2018
Abaixo da fasquia dos 5% surge o liberal Momentum Movement, de András Fekete-Győr, com 2,9% dos votos, o Cão com Duas Caudas (MKKP), que, com 1,7% dos votos, torna-se no partido satírico com o resultado em eleições nacionais mais forte da história da União Europeia, o Juntos (Együtt) com 0,6% dos votos, o MNOÖ (minoria germânica da Hungria), com 0,5% e o MM-LEFT, com 0,3%.
Propaganda xenófoba e anti-imigração
Durante toda a campanha, Viktor Orbán focou-se num discurso anti-imigração e elegeu como principal alvo o bilionário George Soros, que financia várias ONG pró-democracia e a mais prestigiada universidade húngara, ameaçada de encerramento pelo governo. Segundo Orbán, Soros é o autor de um plano oculto para destruir o seu país, reforçando os poderes da UE de forma a obrigar a Hungria a aceitar milhões de imigrantes.
Num comício na passada semana, o primeiro-ministro voltou a alertar para o perigo da imigração, sobretudo de jovens muçulmanos, que afirma atentar contra a cultura de “matriz cristã” húngara. Bruxelas “pretende diluir a população europeia e substituí-la, afastar a nossa cultura, a nossa forma de vida e tudo o que separa e distingue os europeus dos outros povos”, frisou o primeiro-ministro.
A vitória do Fidesz, que é membro do Partido Popular Europeu, ao qual pertencem também PSD e CDS, já mereceu a congratulação de vários líderes da extrema-direita europeia, entre os quais o holandês Geert Wilders e a francesa Marine de Pen.
A "reversão de valores e a imigração em massa promovidas pela UE foram novamente rejeitadas. Os nacionalistas poderão ser maioritários nas próximas eleições europeias em 2019", escreve Le Pen.
Grande et nette victoire de Viktor Orban en #Hongrie: l'inversion des valeurs et l'immigration de masse prônées par l'UE sont à nouveau rejetées.
Les nationaux peuvent être majoritaires en Europe aux prochaines #Européennes2019 ! MLP
— Marine Le Pen (@MLP_officiel) 8 de abril de 2018