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Human Rights Watch denuncia “perseguições e humilhações” contra migrantes em Calais

A organização não-governamental alerta que nos acampamentos do Norte de França existem "práticas policiais abusivas" contra os migrantes ali instalados.
Calais - Foto de Stefan de Vries | Flickr

Num relatório elaborado cinco anos após o desmantelamento do grande campo de imigrantes de Calais, na França, conhecido como “A Selva”, a Human Rights Watch (HRW) denuncia que as pessoas instaladas nos acampamentos da região são submetidas a “perseguições e humilhações” por parte das autoridades francesas, segundo o jornal Expresso.

A organização alerta também que a polícia utiliza práticas “abusivas”, expulsões em massa e restrições à ajuda humanitária.

A diretora da HRW França, Bénédicte Jeannerod, disse que “nada pode justificar sujeitar as pessoas à humilhação e assédio diários” e considera a política de desencorajar os imigrantes a ficarem na região como “um flagrante fracasso”.

De acordo com a HRW, após o desmantelamento do grande campo de Calais, cerca de duas mil pessoas, entre eles 200 menores, permanecem acampados na região.

A repressão policial “não deteve nem reduziu as travessias irregulares do Canal da Mancha, que bateu recordes em julho”, aponta a organização, ao mesmo tempo que “tem havido um crescente abandono de imigrantes”.

Especificamente no caso de Calais, a polícia obriga à desocupação dos acampamentos e apreende os sacos-cama. As autoridades locais também dificultam a distribuição de ajuda humanitária e não fornecem os serviços básicos, uma situação que é agravada devido à existência de menores nestes locais.

A HRW considera que a União Europeia deve “criar um sistema de partilha de responsabilidades entre os seus membros que evite a pressão excessiva nos primeiros países a que chegam e nos destinos mais procurados”.

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